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Sabe quais itens não podem ser cobrados na lista de material escolar? Fique atento!

POSTADO EM: Sexta-Feira, 11/01/2019, 11:09:59
ATUALIZADO EM: 11/01/2019, 13:22:58

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Arquivo Pessoal

Cadernos, livros, mochila, lancheira e tantos outros. No início do ano, quem tem filho na escola sabe que não dá para fugir da compra do material escolar.

As filas se multiplicam, as ofertas são variadas, os preços sobem. Então, o que fazer para não pesar muito no bolso no final do mês e ainda ter a certeza de que escolheu a melhor opção? Especialistas garantem que isso é possível com um pouco de pesquisa e organização, para não gastar além do necessário na hora das compras.

Para alertar os pais, a Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/PA) divulgou com base na Lei Federal 9.870/99, itens que não podem ser cobrados na lista de material escolar fornecida pelas escolas, como medicamentos ou materiais de primeiros socorros e material de limpeza em geral, dentre outros.

Ainda segundo o Procon/PA, produtos de uso exclusivamente individual, incluindo os de higiene (como sabonete, creme dental, escova de dente, xampu, condicionador, toalha, etc) não podem fazer parte da lista, cujos usos ficarão a critério do entendimento/acordo dos pais ou responsáveis com a direção da escola.

É considerada prática abusiva, qualquer negativa de efetivação de matrícula ou imposição de qualquer sanção em razão da recusa de entrega de material escolar ou exigir do consumidor produtos de marcas específicas para a compra do material.

Denúncias - O Procon disponibiliza o número 151 para tirar dúvidas, de segunda à sexta. Para fazer a fiscalização dos casos de abuso em listas escolares é necessário que os pais denunciem por meio do telefone ou na sede da instituição. Para denúncias, o consumidor também pode ligar para os números (91) 3073-2807 ou (91) 3073-2822.

DICAS PARA ECONOMIZAR

Carla Oliveira, assistente de direção de um colégio particular, ressalta a importância de seguir algumas dicas essenciais para economizar na hora das compras.

Segundo ela, qualidade e preços devem estrar entrelaçados, porém, mais do que isso é preciso pesquisar e fazer uma lista específica antes de sair de casa e não se afastar dela.

A especialista alerta para as promoções que nem sempre valem a pena, destacando a importância de ter uma noção do preço dos produtos que precisa comprar para não cair em “armadilhas”.

“Nessa época, as lojas investem nesse setor e é possível encontrar diversas ofertas e promoções exclusivas. Entretanto, cuidado: nem todas valem a pena”, previne.

Para Carla, outra dica importante é desapegar das marcas e fugir dos personagens. Segundo ela, o foco dos pais deve ser na qualidade dos produtos e não nas etiquetas que carregam.

“É bom conhecer as marcas e saber suas preferidas, mas não se limite a elas. Cuidado com as estampas que escolhe. Muitas vezes, aquele personagem preferido do seu filho pode nem passar mais pela cabeça dele daqui alguns meses”, explica.

Já pensou em se organizar com outros pais e algo que seja bom para todos? Esta é outra sugestão feita pela assistente de direção que podem ajudar a reduzir os gastos.

“Uma estratégia que vale muito a pena é conversar com outros pais, se organizarem e procuraram um bom atacado. Dessa forma, os produtos saem mais barato e você terá outras opiniões para ajudar a escolher entre as diversas opções”.

Quanto levar ou não os filhos no dia da compra pode aumentar os gastos? Para Carla, a decisão fica a critério dos pais, podendo ser uma oportunidade para dar uma dose de educação financeira.

Para a especialista, saber quanto custa cada produto e analisar as diferenças, benefícios e riscos de cada um contribui para que a criança ou o jovem passe a valorizar os itens do seu dia a dia.

“Isso será benefício não apenas na hora da compra, mas a longo prazo. Entendendo o valor de cada material, ele pode ter um cuidado ainda maior com suas coisas, o que aumenta a quantidade de produtos que poderão ser reaproveitados no ano seguinte e ajudando a economizar nas próximas compras”, ressalta.

Mães compartilham dicas valiosas

Pela primeira vez, Márcia Gama vai passar por essa experiência. O pequeno Tomaz Augusto, de 2 anos e 5 meses, iniciará este ano no Maternal. Sem parâmetro para comparar preços dos anos anteriores, ela buscou outras dicas.

Atendimento "personalizado" para Márcia fez toda diferença na hora das compras. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Peguei dicas com outras pessoas sobre duas lojas que costumam ser mais baratas e fiz um levantamento dos valores. O que eu percebi é que umas coisas eram mais baratas e outras não em uma dessas lojas. Percebi também que a maioria dos materiais tinha em uma loja só e nessa mesma, o atendimento ao cliente era muito melhor, o que iria me poupar tempo. Ter um vendedor que fica ao seu lado, tirando suas dúvidas, isso para mim foi o diferencial. Eu paguei um pouco a mais (nem foi tanto assim) e não tive muito trabalho e não perdi tempo”, explica Márcia.

Para Flávia, o importante é pesquisar e comparar valores. (Foto: Arquivo Pessoal)

Além de comparar os preços, Flávia Nascimento, mãe de Ryan Ferreira, garante que não se prender a marcas ajuda a economizar os gastos.

“Não faço lista, uso a que a escola envia, mas comparo os valores em pelo menos três lugares. Esse ano achei os preços melhores do que no ano passado. Outra tática que uso para economizar é não me prender a marcas, sempre escolho o que tem valor menor”, explica.

Reportagem: Andressa Ferreira/DOL

Multimídia: Gabriel Caldas/DOL

Coordenação: Enderson Oliveira/DOL



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