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Platelmintos: conheça o verme que defeca pela boca e ameaça os mais pobres

quarta-feira, 25/03/2020, 18:05 - Atualizado em 25/03/2020, 19:52 - Autor: Redação


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Quando falamos a palavra "verme", logo nos vem à cabeça uma sensação de nojo e imaginamos seres viscosos e que fazem mal à saúde. E muitos dos vermes podem ser realmente perigosos e colocar em risco a vida de pessoas, principalmente os mais pobres, que vivem com saneamento básico precário ou nulo.

O sistema digestivo desses vermes é incompleto e sua digestão pode ser intra ou extracelular. Em platelmintos de vida livre, a boca é a única abertura para o exterior, ou seja, eles não possuem ânus. Portanto, a abertura oral serve tanto para a entrada de alimento como para a eliminação de excrementos que não foram digeridos.

Em platelmintos parasitas, geralmente, não há sistema digestivo. A absorção de nutrientes para sua sobrevivência é feita através da superfície corporal. 

O sistema respiratório é ausente, as trocas gasosas ocorrem pela epiderme, ou seja, através da pele. Este tipo de respiração recebe o nome de tegumentar ou cutânea e ocorre em espécies de vida livre. Já em platelmintos parasitas, ocorre a respiração anaeróbia por meio do processo de fermentação lática.

Estes também foram os primeiros seres vivos a apresentarem sistema excretor. O sistema excretor de platelmintos é formado por estruturas chamadas protonefrídeos, estes possuem vários túbulos excretores com células multiciliadas chamadas célula-flama (ou solenócitos). Estas células são fundamentais e apresentam vários flagelos que promovem a movimentação dos fluidos, fazendo com que eles sejam muito bem filtrados e transportandos por canais e dutos que se abrem para o meio externo, liberando as excretas geralmente na forma de amônia. Células-flama (ou solenócitos) também são responsáveis pela eliminação do excesso de água e resíduos metabólicos, auxiliando assim no equilíbrio osmótico do animal.

Com informações de Lorena Freitas Souza Tavares da Costa, bióloga e mestranda em Zoologia na Universidade Federal do Pará (UFPA) e Museu Paraense Emílio Goeldi, em entrevista ao DOL

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