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Motoristas de Belém são os que mais usam celular ao volante

terça-feira, 25/06/2019, 07:34 - Atualizado em 26/06/2019, 11:19 - Autor: null


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Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde aponta que um em cada cinco brasileiros faz uso do celular enquanto dirige, medida que representa risco para acidentes de trânsito. Entre as capitais, Belém, Rio Branco e Cuiabá têm o maior índice de motoristas que admitem usar o celular enquanto dirigem, todas em torno de 24%. Já Salvador (14,2%), Rio de Janeiro (17,2%) e São Paulo (17,4%) têm os menores índices.


Os dados são da nova edição do Vigitel, estudo anual conduzido pela pasta que monitora fatores de risco para doenças e outros problemas que impactam no sistema de saúde. A pesquisa mostra ainda que pessoas de maior escolaridade (12 anos ou mais de estudo) são o grupo que mais assume tal risco, sendo 26% do total.


O alto percentual de motoristas que afirma manter esse hábito preocupa autoridades de saúde e de trânsito. “Já existem estudos que mostram que um condutor perde de oito a nove segundos de atenção enquanto dirige na via ao atender uma ligação no celular. Já quando passa ou responde uma mensagem, pode levar até 20 segundos, o que é mais do que suficiente para causar acidentes”, afirma Eduardo Macário, diretor do departamento de análise em saúde do ministério. Ele defende aumento na fiscalização e campanhas de conscientização feitas aos mais jovens para evitar o problema.


Além do uso de celular, o estudo monitora ainda outros fatores de risco de acidentes de trânsito, problema que hoje representa a segunda causa de morte por fatores externos no país (não ligados a doenças). O excesso de velocidade é um deles. Ao todo, um em cada dez entrevistados (11%) disse ter recebido multas de trânsito por esse motivo, percentual que é maior entre homens em comparação às mulheres (14% a 7%) e, novamente, entre pessoas de 25 a 34 anos e de maior escolaridade (com cerca de 13% em ambos os casos). Já entre as capitais, Brasília é aquela com maior índice de motoristas entrevistados que admitem cometer esse tipo de infração: 15,6%.


BEBER E DIRIGIR


Outro fator de risco de acidentes é o consumo de álcool antes de dirigir. Em 2018, 5,3% dos entrevistados informaram já terem conduzido veículos após consumo de bebidas alcoólicas. O índice, porém, teve queda em comparação a 2017, quando foi de 6,7%. “Vemos que houve uma pequena mudança, mas o dado ainda é preocupante”, afirma Macário, que defende reforço em blitz da Lei Seca.


Mais uma vez, o percentual foi maior entre pessoas de maior escolaridade (8,6%) e na faixa etária de 25 a 34 anos (7,9%). Também chama a atenção a diferença dos índices entre homens e mulheres: entre eles, a proporção dos que admitem beber e dirigir foi de 9,3%; entre elas, foi de 2%. “Além dos custos diretos, como as hospitalizações, outro problema sério são os custos indiretos, como sequelas físicas e emocionais ou impossibilidade de trabalhar”, afirma o diretor.


ÓBITOS


Em 2017 foram 35 mil mortes e 166 mil foram internados. Os gastos com internações ficaram em torno de R$ 229 milhões.


NÚMEROS


52.395 -  É o número de pessoas acima de 18 anos que vivem nas capitais que foram ouvidas na pesquisa.


19,3% -  Quase 20% da população destes locais diz usar o celular enquanto dirige. Entre aqueles de 25 a 34 anos, o percentual é ainda maior: 25%.


R$ 293,47 - É o valor da multar. Desde 2016, o uso de celular no momento de dirigir configura infração gravíssima, com previsão de perda de sete pontos na carteira.


(FolhaPress)

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