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Assassinato de Dorothy Stang completará dez anos

sábado, 07/02/2015, 09:50 - Atualizado em 12/02/2015, 06:45 - Autor:


No próximo dia 12, completam 10 anos do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, que defendia o uso sustentável da terra, no município de Anapu. Na manhã de ontem, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou um calendário de programação que será realizado ao longo do primeiro semestre de 2015.


A missionária morreu com 73 anos, no dia 12 de fevereiro de 2005. Irmã Dorothy lutava pela reforma agrária no Estado do Pará. “Devemos trazer à sociedade a realidade da questão fundiária no Estado. Temos um compromisso com a vida, com a floresta, com os pobres e com as pessoas que não têm um pedaço de terra, algo que é previsto pela Constituição. Nessa programação, vamos lembrar não só da morte da nossa irmã, mas também do motivo da morte dela”, afirmou Luiza Virgínia Morais, membra da comissão Dorothy Stang.


Será realizada a missa de abertura da Semana Irmã Dorothy Stang, no dia 8, na paróquia Santa Maria Gorethe, às 19h, no bairro do Guamá. No dia 12, quinta-feira, quando se completam 10 anos em que a missionaria foi assassinada, a comissão, junto à CNBB, e outras entidades de defesa dos direitos humanos se reunirão em um ato público, chamado de “celebrando a vida, o sonho e a luta de Irmã Dorothy”, na Praça Mártires Abril, em São Brás, às 19h. Nos dias 06 e 07 de julho, será realizado também um fórum com a temática da questão agrária e dos conflitos de terras, porém o local ainda não foi decidido pelos organizadores. No dia 24 e 26, será realizada a Romaria da Floresta, em Anapu.


CONDENADOS


No total, cinco pessoas foram acusadas. Todos já foram julgados e condenados. Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, está preso. Acusado de ser um dos mandantes do crime, recebeu a pena de 30 anos de prisão. O outro acusado de ser o mandante do assassinato é o pecuarista Regivaldo Pereira Galvão, o “Taradão”, que foi condenado a 30 anos de reclusão. Rayfran das Neves, que confessou ter efetuado os disparos, foi condenado a 27 anos de prisão. Em 2013, ele passou a cumprir a pena em regime domiciliar. Em setembro do ano passado, Rayfran voltou a ser preso, desta vez acusado de ter matado o casal de amigos Leandro Vargas e Joseane Noronha Santos, em Tomé-Açu. Os outros dois condenados foram Amair Feijoli da Cunha, que recebeu a pena de 18 anos por ter sido intermediário do crime, e Clodoaldo Batista, condenado a 17 anos de prisão.


(Diário do Pará)

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