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PROJETO PILOTO

Tratamento de HIV em Belém será descentralizado 

Rede municipal de saúde inaugura protocolo de descentralização do tratamento do HIV em Belém

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Imagem ilustrativa da notícia Tratamento de HIV em Belém será descentralizado  camera Representantes de ONG's, profissionais da enfermagem, médicos e gestores das UBS do Distrito do Guamá participaram da cerimônia de descentralização do tratamento do HIV, em Belém | Agência Belém

A Prefeitura de Belém inicia o processo de descentralização do tratamento de pessoas que vivem com HIV/Aids pelo Distrito Administrativo do Guamá (Dagua). O protocolo com os procedimentos que serão seguidos nessa descentralização foi inaugurado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) na tarde desta segunda-feira (11), no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA), com a presença de representantes de organizações sociais, gestores e profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) do Distrito do Guamá.

Piloto - O coordenador da Atenção Básica da Sesma, Camilo Almeida, informou que a partir de janeiro as UBS’s do Dagua vão oferecer o tratamento que hoje só é realizado no Centro de Atenção à Saúde em Doenças Infecciosas Adquiridas, a Casa Dia. Esse é um projeto piloto que será analisado e fortalecido para poder chegar aos outros distritos da capital paraense.

“A vantagem principal é que a gente vai conseguir dar uma qualidade de acesso ao serviço. Hoje todas as pessoas que vivem com HIV/Aids em Belém precisam se deslocar para um único lugar, que é a Casa Dia. Com a descentralização, terão a oportunidade de ter o tratamento mais perto de casa”, explica o coordenador.

Princípio do SUS

Representando o secretário municipal de Saúde, Pedro Anaisse, o diretor geral da Sesma, Raimundo Arias, destacou que a descentralização dos serviços é um dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). “O Sistema precisa ir ao encontro do que a população precisa e nesse processo de descentralização é fundamental a participação do movimento social, como estamos vendo aqui hoje”, frisou Arias.

O presidente do Grupo Paravidda, Jair Santos, também representante do Fórum Paraense de ONG Aids, falou da importância da descentralização para maior acesso da população ao tratamento. “Entendemos que nada se faz sozinho e o movimento social tem essa possibilidade de ser parceiro da gestão e vice-versa. As organizações são importantes, principalmente para fazer a informação chegar na ponta de forma direta para que esse usuário realmente tenha acesso ao tratamento em todas as unidades”, enfatizou.

Marco

O diretor clínico da Casa Dia, Ronaldo Monteiro, ressaltou que o início da descentralização do atendimento é um marco histórico para a área da saúde em Belém. “Esse é um momento único, pois vai proporcionar qualidade de vida para as pessoas que vivem com HIV/Aids. A descentralização também vai possibilitar a redução da mortalidade e levar à diminuição de novos casos”, disse Ronaldo.

Belém é a segunda capital do país em número de pessoas vivendo com HIV/Aids e a terceira com a maior taxa de mortalidade pela infecção. Camilo Almeida reforçou que a descentralização faz parte da linha de cuidado de prevenção, promoção e tratamento do HIV, estratégia para mudar essa realidade epidemiológica do município. A Casa Dia tem hoje cerca de 17 mil pacientes registrados e diariamente, em média, dez pessoas procuram o serviço especializado para iniciar o tratamento.

Processo

O processo de descentralização do tratamento em Belém vem sendo preparado desde o mês de junho deste ano com o início das discussões sobre o protocolo com os profissionais da Casa Dia e da rede de atenção básica. Depois de construído, o Protocolo Municipal de Descentralização do Manejo Clínico do HIV passou por um processo de validação, por meio de uma consulta pública com a participação de especialistas de universidades do estado e da Sociedade Paraense de Infectologia (SPI).

Camilo Almeida explica, que depois da validação do protocolo, a implementação passou por etapas como a realização de oficinas para os profissionais de enfermagem, médicos e os Agentes Comunitários da Saúde (ACS’s), que podem fazer a detecção precoce de pacientes dentro do território. “Fizemos ainda uma simulação realística levando esses profissionais para dentro da Casa Dia para eles compreenderem como são feitos o atendimento e tratamento”, esclarece.

A partir de janeiro as pessoas que são atendidas na Casa Dia serão convidadas para seguir o tratamento nas UBS’s dos bairros que compõem do Dagua: Guamá, Terra Firme, Condor, Jurunas e Canudos.

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