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Polêmica sobre 'homossexualismo' em escola de Belém ganha repercussão nacional

terça-feira, 19/11/2019, 17:31 - Atualizado em 19/11/2019, 17:46 - Autor: Tomas Tavares


Prova trazia questões sobre "com evitar o homossexualismo" e sobre a "cura" da condição sexual
Prova trazia questões sobre "com evitar o homossexualismo" e sobre a "cura" da condição sexual | Reprodução

O caso de um professor de Belém que passou uma prova aos alunos com questionamentos considerados homofóbicos ganhou repercussão nacional nesta terça-feira (19), após o assunto ser publicado no DOL.

O portal do jornal EXTRA, do Rio de Janeiro, que pertence ao grupo Globo, publicou o caso por volta do meio dia. "Escola em Belém é acusada de homofobia em tarefa: 'Homossexualismo tem perdão?'", diz o título da matéria.

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Às 13h34, o Estado de Minas publicou o caso em seu portal de notícias. Com o título "Colégio de Belém gera revolta ao aplicar prova de Português com questões homofóbicas", a reportagem traz uma nota do Colégio Adventista de Correios.

O portal UOL também publicou a ocorrência.

Outro veículo que também repercutiu o caso foi o Correio Braziliense, do Distrito Federal. "Colégio adventista pergunta ''como evitar o homossexualismo'' em prova", diz o título da reportagem.

Além desses, o assunto está sendo abordado pelo Carta Capital, O POVO, Revista Fórum, entre outros.

A cantora Fafá de Belém também fez uma publicação repudiando a ação do professor. "Onde vamos parar??", indaga a artista.

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Onde vamos parar?? Recebi de um querido amigo paraense esta foto. Ele, indignado me contava que o Colégio Adventista de Correios, em Belém, distribuiu para os alunos uma apostila, e nela continham as respostas, baseadas em um livro, para essas perguntas estarrecedoras da foto - e outras mais. Logicamente, ao buscar as respostas no livro, elas eram todas NO MÍNIMO muito preconceituosas. Como pode um colégio disseminar isso? Como pode passar uma atividade aos alunos, valendo pontos na nota, em que pra você "acertar" precisa ser preconceituoso? O que isso tem a ver com gramática? A começar pelo termo "homossexualismo", banido há muito tempo por dar a conotação de doença. Absurdo! E as perguntas: "homossexualismo tem perdão?" ou "Como evitar o homossexualismo?" Que Deus é esse que essas pessoas seguem e falam em nome Dele? Que espécie de educador instiga o preconceito em seus alunos dessa forma? Nesses tempos em que vemos alguns movimentos importantes de reparação de erro como o Papa Francisco dizer que os cristãos devem pedir perdão aos homossexuais, nós nos deparamos com uma escola que LECIONA preconceito. Aliás, vale lembrar que no Brasil, homofobia é CRIME equiparado ao racismo e como tal deve ser tratado. Que tristeza, que absurdo!

Uma publicação compartilhada por Fafá de Belém (@fafadbelem) em

O CASO

As perguntas elaboradas por um professor de Língua Portuguesa para alunos do 9º ano de uma das unidades da Escola Adventista, em Belém, causou revolta nas redes sociais na noite desta segunda-feira (18).

Uma publicação feita em um perfil no Facebook denuncia a conduta do docente, que levanta questionamentos sobre a homossexualidade de forma duvidosa e, aparentemente, sem qualquer relação com a disciplina ministrada em sala de aula.

“A pessoa nasce ou se torna homossexual?”, “homossexualismo tem perdão?”, “como evitar o homossexualismo?” são algumas das abordagens feitas pelo mestre no questionário que, segundo o denunciante, será contado como ponto para a prova. “Esse questionário é a prova e era necessário adquirir um livro que custa entre 36 a 46 reais. E, quem não comprasse, que desse um jeito de ir atrás”, dispara o denunciante na publicação.

No livro, é possível ler conteúdos com respostas mais elaboradas. Por exemplo, na pergunta “existe cura [para a homossexualidade]?”, a resposta é que existe, mas que se trata de uma “mudança demorada e difícil”. No documento, questiona-se também quais são as causas do homossexualidade. As respostas são as mais diversas possíveis, justificando que o filho “vive cercado de mulheres” ou por ser “criado num lar onde o pai é fraco ou ausente”.

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