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PROTESTO

 Rodoviários de Marabá paralisam as atividades e frota roda com apenas 30%

terça-feira, 10/09/2019, 11:38 - Atualizado em 10/09/2019, 13:49 - Autor: Alessandra Gonçalves/Diário do Pará


Sem ônibus nas ruas, muitas pessoas lotavam as paradas, muitas delas sem saberem que os rodoviários haviam paralisado.
Sem ônibus nas ruas, muitas pessoas lotavam as paradas, muitas delas sem saberem que os rodoviários haviam paralisado. | Reprodução

Rodoviários voltaram a paralisar as atividades em Marabá, sudeste paraense. A manifestação seria apenas de 5h às 9h, mas segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Sul e Sudeste do Pará (Sintrarsul ), depois das 9h, a empresa não liberou a saída dos ônibus que ficaram parados na garagem.

Com isso, os funcionários ficaram impossibilitados de voltar ao trabalho, rodando com apenas 30% da frota. 

Os rodoviários reivindicam três meses de salários atrasados e sete meses de vale alimentação.

“Queria deixar bem claro que o sindicato liberou os trabalhadores e a categoria está disposta a trabalhar, porém, a empresa se recusa”, informou o diretor do Sintrarsul, Ozéias Brandão.

TRANSTORNOS 

Sem ônibus nas ruas, as paradas ficaram lotadas. Muitos usuários sequer sabiam que os rodoviários haviam paralisado, como foi o caso do aposentado Rock da Silva, de 80 anos, que estava há mais de uma hora em um ponto de ônibus no Núcleo Cidade Nova.

“Estou esperando o ônibus aqui, está demorando muito, tem mais de hora que eu estou aqui”, disse o aposentado.   

O autônomo José Maria Trindade também não sabia que os profissionais haviam cruzado os braços.

“Eu não estava sabendo da greve, agora vou ter que pegar uma lotação e ir embora”, informou.  

O motorista de táxi-lotação Adriano Soares lembrou que quem tem gratuidade ficou prejudicado com a paralisação dos rodoviários.

“Era bom que as empresas se organizassem, seria bom para a população”, opinou.

EMPRESA

O advogado das empresas TCA e Nasson Tur, Robert Silva, informou que o sindicato notificou de que haveria o movimento de greve, mas que respeitariam 30% dos ônibus circulando na cidade. O movimento seria realizado às 10h e às 16h, mas que na segunda-feira (9), as empresas foram surpreendidas com 100% do sistema parado.

Diante disso, o advogado conta que entrou com uma liminar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) alegando abusividade da greve.

“Não pode parar 100% e depois permitir que rode os 30%. Ninguém garante que eles vão pegar os passageiros e deixar no Terminal Provisório de Integração”, alegou o advogado.

Ainda segundo Robert Silva, uma decisão sobre o retorno dos rodoviários deve sair somente hoje, quando uma ordem judicial deve ser emitida pelo TRT.

"Ordem judicial não se questiona, se cumpre”, ponderou o advogado.

Sobre a previsão de pagamento, Robert Silva informou que os pagamentos estão sendo feitos de acordo com o que foi acordado na greve do último mês de junho, ou seja, 50% do faturamento, diariamente, estão sendo utilizados para fazer o pagamento dos trabalhadores.    

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