FORÇA SIMBÓLICA

Mesmo sem procissões, corda do Círio chega a Belém nesta quinta (10)

quarta-feira, 09/09/2020, 13:37 - Atualizado em 22/09/2020, 11:29 - Autor: Com informações da assessoria


A chegada está prevista para às 9h, na Estação dos Carros, localizada no estacionamento do Centro Social de Nazaré (Arraial de Nazaré).
A chegada está prevista para às 9h, na Estação dos Carros, localizada no estacionamento do Centro Social de Nazaré (Arraial de Nazaré). | Fabrício Coleny/Divulgação


Após alguns dias na estrada, a Corda do Círio, um dos principais ícones da festividade, que normalmente seria usada nas duas maiores e mais tradicionais procissões, o Círio e a Trasladação, chegará à capital paraense nesta quinta-feira (10). A chegada está prevista para às 9h, na Estação dos Carros, localizada no estacionamento do Centro Social de Nazaré (Arraial de Nazaré). 

Por conta das mudanças ocorridas no Círio deste ano, com a ausência das procissões e da Imagem Peregrina nas ruas, a corda será apenas exposta para que os fiéis que normalmente fazem seus pagamentos de promessas com ela, possam dar prosseguimento a esta tradição, mesmo que de forma diferenciada. 

Uma parte dela ficará em exposição na Estação das Docas, a partir do dia 23 de setembro, e outra seguirá uma programação definida pelo Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, entre as 95 paróquias de Belém. No sábado, dia 12, a partir das 15h, a corda será vistoriada pela Diretoria da Festa de Nazaré no colégio Santa Catarina.

A corda foi produzida em Santa Catarina, como nos anos anteriores. A empresa responsável é a Itacorda e a Expresso Vida Transporte foi a responsável pela  chegada em Belém. Um dos símbolos que representam a fé dos devotos de Nossa Senhora de Nazaré é de sisal, tem 800 metros de comprimento com 50 milímetros de diâmetro. Ela chega em Belém dividida em duas partes de 400 metros e permanece adaptada às estações de metal que auxiliam no traslado das berlindas durante as romarias.

Histórico

A corda passou a fazer parte do Círio em 1885, quando uma enchente da Baía do Guajará alagou a orla desde próximo ao Ver-o-Peso até as Mercês, no momento da procissão, fazendo com que a berlinda ficasse atolada e os cavalos não conseguissem puxá-la. Os animais então foram desatrelados e um comerciante local emprestou uma corda para que os fiéis puxassem a berlinda. Desde então, foi incorporada às festividades e passou a ser o elo entre Nossa Senhora de Nazaré e os fiéis.


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