RETORNO DO REI

A ordem é vencer! Remo joga contra Luverdense na reabertura do Baenão

sábado, 13/07/2019, 08:46 - Atualizado em 13/07/2019, 11:15 - Autor: Matheus Miranda de Oliveira


| Ney Marcondes/Diário do Pará

Antes da bola rolar nesta tarde, moralmente, a instituição Clube do Remo, não somente o time, parte em direção ao compromisso válido pela 12ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro já como vencedora. Isso porque o simbolismo da partida contra o Luverdense-MT, a partir das 15h, ultrapassará os limites das quatro linhas, ao eternizar grupo de jogadores, comissão técnica e, especialmente, a torcida remista, pelo simbolismo ao redor da reabertura do estádio Evandro Almeida, o Baenão.

O estádio azulino volta a ser palco de forma oficial do futebol da equipe, após mais de cinco anos fechados. Não à toa, a data é encarada como evento justamente pela comoção e entrega de todos os remistas que deverão festejar antes, durante e, espera-se, depois da partida. Quanto ao pós-jogo, o desejo é celebrar ainda mais com uma vitória, como nos velhos tempos e com o desejo de retornar à liderança do chaveamento.

Além do fator casa, uma vez que o alçapão azulino tem sido apontado por todos os jogadores como fundamental para que o time encontre os triunfos na competição, outro detalhe que pode imperar é o choque direto entre os adversários. Diante do LEC, o Leão não sabe o que é derrota. São três partidas, um empate e duas vitórias. A mais recente por 1 a 0, no primeiro turno desta Série C, no quintal do rival. No entanto, o treinador Márcio Fernandes destacou que o momento é diferente e que o time mato-grossense tentará surpreender os azulinos.

REENCONTRO

Por isso, todos os treinos foram fechados, com poucas pistas de como o Remo se apresentará. Mas, para quem terá o prazer de voltar a jogar no alçapão e reencontrar a torcida nesse momento delicado na Série C, independentemente da postura, há foco. “É uma expectativa boa. A gente vê a alegria do torcedor. Expectativa é fazer um grande jogo na reabertura do nosso estádio. A gente precisa fazer um grande jogo e o mais importante, conseguir a vitória que é de suma importância. Sabemos que temos que vencer. Tenho certeza que vão nos apoiar e espero ser feliz como naquele jogo, que demos a volta por cima surpreendente”, relembrou Eduardo Ramos.

LEC

TIME RIVAL QUER BOTAR ÁGUA NO CHOPE

Para esta tarde, o Luverdense tentará jogar água no chope dos remistas, em busca de uma vitória para encerrar a rodada longe da zona de rebaixamento. Duas alterações devem ocorrer na formação do rival azulino. Rafael será o substituto do zagueiro Luiz Eduardo, lesionado, e Evandro no lugar de Lorran, suspenso. No mais, o técnico Junior Rocha irá manter a mesma base que tem atuado e dado o estilo defensivo do LEC, que se baseia nos contra-ataques. Derrotado para o Leão em casa, assim, o técnico sabe que o jogo da volta não será moleza. “O Remo é uma equipe que tem um bom propósito, que vai impor o seu jogo. Foi difícil em casa e vai ser difícil na casa deles. Mas estamos preparados e vamos em busca do nosso objetivo”, pontuou.

União azulina resulta na volta ao estádio

RETORNO DO REI

O estádio Evandro Almeida, que reabre hoje, iniciou o seu período obscuro de ociosidade em setembro de 2013, quando foi apresentado o projeto oficial pelo até então presidente azulino, Zeca Pirão, para a criação da Arena Baenão.

Área VIP, restauração das arquibancadas, holofotes de iluminação de última geração, gramado padrão Fifa e ampliação na capacidade de público. Nada do que foi planejado naquele momento foi realizado pela gestão que, na realidade, foi responsável pelo longo período de mais de cinco anos de hiato, após a demolição da parte lateral para início da primeira fase da obra, que seriam os famigerados camarotes. Acontece que a derrubada das cadeiras da Travessa das Mercês gerou uma série de contratempos, sendo a principal: interrupção de jogos oficiais devido às condições de segurança.

Sem mandar jogos em sua casa, a instituição teve dificuldade de fazer receita para o reparo, já que os gastos no Mangueirão eram altos, assim, sem margem para investir no Baenão. Além do mais, pelo fato de não possuir calendário oficial, algo que só ocorreu a partir de 2016, com o acesso à Série C, o time dependia exclusivamente de bilheteria para a captação de verba, com valores arrecadados insuficientes para tentar equilibrar as despesas entre folha salarial e material para a obra.

Com a dificuldade e necessidade de reabrir a praça esportiva, nos últimos anos, alguns projetos foram lançados pela torcida com o objetivo de arrecadar verba para tocar as obras na Toca Azulina. O primeiro, denominado como Revolução Azul, em 2015, tinha como finalidade o financiamento coletivo, já que parcerias com grandes empreiteiras era algo improvável. Um dos retornos e incentivo para as doações era a escrita dos nomes dos parceiros nos vidros temperados nos alambrados.

No começo de 2016, o presidente André Cavalcanti, logo após assumir a gestão azulina, lançou o “Sou Baenão”, ação que também buscava doações por parte de torcedores e, em contrapartida, tinha os nomes dos colaboradores em lajotas personalidades colocadas à frente do estádio.

Apesar do esforço dos projetos, o principal de todos e o que hoje é considerado como o divisor de águas para a reabertura do local, iniciou somente em meados de 2017. Foi o ano em que 33 torcedores se reuniram e fundaram o projeto Retorno do Rei. Com a autorização do então presidente Manoel Ribeiro, a iniciativa foi responsável pela restauração do Tobogã da 25; troca de gramado – doado por torcedor – pavimentação da Rua das Mercês e diretamente na ação de marketing “Leão de Pedra”.

ESFORÇO LOUVÁVEL

O idealizador do projeto, Raimundo Simão, conta que tudo iniciou através de venda de copos personalizados na rampa do Mangueirão. “Nada foi fácil, mas sabíamos que esse dia iria chegar. Hoje nós vemos que o nosso esforço valeu. Agradecemos ao apoio de todos que fizeram isso acontecer. Temos inúmeras histórias: de torcedor que veio doar de bicicleta, por exemplo. Nosso estádio ainda vai surpreender”, ponderou.

Aviso

Luverdense, te prepara pra pressão!

Na tentativa de quebrar a sequência sem vitórias na competição, a comissão técnica azulina deverá fazer mudanças pontuais na onzena titular. Isso porque, mesmo com lampejos na rodada anterior, o time emperrou nos principais fundamentos em campo. Dessa maneira, no estádio Baenão, a expectativa é que a escolha supra as limitações e garanta a vitória. “Temos que ter paciência, mas poder de fogo. Voltar a pontuar em casa é muito importante para nós. No Baenão somos mais fortes e, por isso, quem for jogar tem que mostrar isso” disse o atleta Yuri.

No papel, o já conhecido 4-4-2. Contudo, no gramado, o Remo deverá ser ataque. Além de Gustavo Ramos e Marcão Santana, Carlos Alberto e Eduardo Ramos devem estar mais presentes pela área de defesa rival, no intuito de abafar o jogo e servirem, também, como elemento surpresa na hora do arremate.

Assim, Daniel Vançan, que deverá ser mantido na ala-esquerda, irá se concentrar ao lado de Yuri e Ramires no suporte à defesa. “No Baenão temos que mostrar que somos favoritos. É um jogo que pode fazer a gente voltar a vencer e fazer valer o nosso mando, nosso retorno às vitórias, pra valer”, comentou Yuri.



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