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Acesso e título não são mais prioridades para o Leão Azul nesta temporada

terça-feira, 05/06/2018, 08:04 - Atualizado em 05/06/2018, 08:30 - Autor:


No último domingo, em Belém, o Clube do Remo chegou à sua terceira derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro da Série C, ao perder por 1 a 0 para o Salgueiro. No grupo A do certame, somente o Náutico, lanterna da chave, ostenta tal façanha de tropeços seguidos. Não à toa, a equipe azulina tem permanecido boa parte da fase classificatória na metade de baixo da tabela, entrando, inclusive, na zona do rebaixamento na noite de ontem, após o empate entre Botafogo-PB e Globo-RN. 



Para quem se planejou com o objetivo de conquistar o acesso e, posteriormente, o título da Terceirona, na realidade, o time sofre sérios riscos de ir pelo caminho contrário. Pois, além do time não demonstrar nenhum sinal de alento, ele apresenta estatísticas cada vez mais preocupantes, jogo após jogo.


Em oito partidas realizadas na atual edição da Série C, a equipe venceu apenas duas vezes, com um empate e cinco derrotas. O percentual de aproveitamento não chega a 30%. Se os números brutos já não são nada atraentes, baseado no rendimento contínuo em campo os dados são ainda mais desagradáveis. Analisando somente as últimas três partidas, o Remo foi o time da sua chave que mais apresentou improdutividade: não somou nenhum ponto; teve a meta vazada em seis oportunidades e balançou as redes uma única vez.


O declínio do time justamente na reta final do primeiro turno comprova a preocupação da torcida com o futuro da agremiação no certame, já que a equipe terá apenas 10 jogos pela frente para tentar, ao menos, permanecer entre os sobreviventes da competição para o ano que vem.


Para piorar a sina dos remistas, nem o fator casa tem ajudado a equipe a ressurgir dentro de campo. Diferentemente do Estadual, em que o Mangueirão servia como alçapão, na Série C, jogar diante da torcida tem balanço negativo: um empate, uma vitória e duas derrotas. Tal retrospecto aviva cada vez mais o fantasma da Série D, já que o poder de reação é inexistente.


Todavia, para o treinador Artur Oliveira, mesmo com a fase ruim, o Remo tem as ferramentas necessárias para sair da parte inferior da tabela e brigar para atingir a meta principal no ano, que é subir de divisão. “Uma hora as coisas vão mudar e as coisas precisam mudar. O que eu prometo para o nosso torcedor é que vamos trabalhar muito. Eu acredito que esse grupo vai dar uma resposta positiva. É pouco, mas temos tempo para sair disso e lutar por uma vaga”, garantiu.


RAIO-X - A ESTAGNAÇÃO AZULINA NA SÉRIE C


Domingo (3), Artur Oliveira fez a sua estreia no comando técnico do Clube do Remo. O “Rei” é o terceiro profissional a assumir o cargo na temporada e o segundo na competição nacional. Sob o ponto de vista técnico, em especial pela apresentação do primeiro tempo, o Remo demonstrou ser uma nova equipe, por ter feito bom uso da tática com cinco jogadores no meio-campo, dominando a partida. Entretanto, para quem almeja desesperadamente subir na tabela e brigar pelo acesso, a atuação, foi considerada ineficaz, já que o resultado positivo não veio. A troca no comando, aliás, reafirmou as características do atual elenco azulino. Confira:


- Insegurança: O volume de jogadas criadas diante do Salgueiro surpreendeu, devido o baixo rendimento em partidas passadas, mas a seca de gols continua. Além da falta de pontaria, a insegurança dos jogadores em arriscar é o que mais chama atenção.


- Inconstante: Com exceção do jogo diante do Botafogo-PB, quando o Remo venceu por 3 a 1 fora de casa, a equipe demonstrou ser bipolar em campo. Com uma postura distinta em cada tempo, o time não consegue manter volume de jogo de forma contínua. E isso tem acontecido desde o começo da temporada. 


Inerte: Após oito rodadas pela Série C e com a zona da degola no cangote, o Remo não dá sinais de vida na tentativa de reverter a sua situação na tabela. 


- Limitado: O departamento de futebol do Remo apresentou o seu terceiro treinador na temporada. Contudo, após nova derrota na Série C, ficou claro que o problema do time vai além do comando técnico. Sem jogadores de qualidade no elenco, nem mesmo com o rodízio feito por Artur Oliveira, mudando boa parte do time e o sistema tático, a equipe conseguiu reagir, destacando, novamente, a falta de qualidade do plantel.


- Cômico: De acordo com grande parte da torcida azulina, o atual time do Remo é definido como cômico, uma vez que as exibições, especialmente como mandante, chegam a ser risíveis. Sucessivas jogadas erradas, passes tortos, ataques sem objetividade e a falta de precisão nos fundamentos básicos são os pontos enumerados pela torcida, que prefere rir em vez de chorar nas arquibancadas.


(Matheus Miranda/Diário do Pará)

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