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Uirapuru inspira projeto de arte e sustentabilidade

quarta-feira, 22/08/2018, 08:33 - Atualizado em 22/08/2018, 08:33 - Autor:


O uirapuru é ícone do folclore da região Norte do Brasil. Com uma melodia que mescla estrofes curtas, rápidas e variadas, a ave costuma cantar na época do acasalamento e no restante do tempo apenas gorjeia. Não é à toa que é fonte de inspiração para o amor e para poetas, como o saudoso mestre Waldemar Henrique.


No Pará, a ave símbolo do amor, também inspira o projeto de arte-educação de nome homônimo, Uirapuru Mirim. Nascido no Espaço Cultural Santa Clara, localizado no município de Marituba, o projeto atende 40 crianças, entre 7 e 16 anos, com oficinas temáticas sobre meio ambiente, sustentabilidade, cidadania, sexualidade, família, casamento, relacionamento humano, diversidade e drogas.


As oficinas do Uirapuru Mirim são ministradas todas as terças-feiras, de 8h às 11h, pelos arte-educadores Nivaldo Ferreira e Antônio do Rosário, que trazem na bagagem ampla experiência para compartilhar com as crianças. “Iniciamos o projeto em junho e já percebemos alguns diferencias na vida delas. Elas gostam das atividades lúdicas, como desenho e pintura, e das atividades de lazer”, analisa Nivaldo Ferreira, que trabalhou em projetos sociais no Rio de Janeiro e em São Paulo, e é morador de Marituba há 13 anos.


Com 16 anos de profissão, o professor e artista circense Antônio do Rosário trabalha com o teatro e a dança, ensinando movimentos corporais, postura, presença de palco e formas de expressão. Rosário é formado pela Escola Nacional de Circo do Rio de Janeiro e integra o grupo Palhaços Trovadores.


“O projeto é bastante desafiador. Durante as oficinas, aproveito para falar das oportunidades que tive e como elas foram importantes para meu crescimento pessoal e profissional. E, a partir daí, fazemos uma conexão sobre como cuidar do meio ambiente e de si mesmo. Nossa expectativa é de que o projeto dê frutos e ofereça novos horizontes para essa meninada”, diz.




(Foto: Divulgação/Projeto Uirapuru)


OPORTUNIDADE


Para Sara Reis, 9 anos, que já participa de ações criativas em sua escola, o Uirapuru Mirim é uma experiência artística diferente. “Estou gostando de aprender a pintar e a cantar”, comenta. O adolescente Pablo da Silva, 12 anos, pela primeira vez participa de um projeto de arte-educação e está se identificando com as atividades musicais. “Quero aprender mais”, afirma.


Aprovada este ano pelo Ministério da Cultura, a iniciativa é apoiada pela UVS Guamá Tratamento de Resíduos, Instituto Solví, Associação Irmãs Auxiliadoras Déias do Brasil e escolas da comunidade. “É uma satisfação contribuir com projetos de arte-educação, que geram aprendizados para crianças com pouco acesso à cultura, como é o caso das atendidas pelo Uirapuru Mirim. Esperamos que os conhecimentos aqui compartilhados ajudem na formação educacional e nas futuras escolhas profissionais delas”, projeta o diretor Regional da Guamá Tratamento de Resíduos, Ângelo Castro. “O projeto dá oportunidade de descobertas dentro da arte, fortalece a cultura e a história local”, acredita Andrea Sargentelli, presidente da Associação Irmãs Auxiliadoras Déias do Brasil.


(Fabiana Gomes/Diário do Pará)

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