CIÊNCIAS

Astrônomos observam supernova que ocorreu há 10,5 bilhões de anos

POSTADO EM: Quinta-Feira, 22/02/2018, 09:00:03
ATUALIZADO EM: 22/02/2018, 09:00:03

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Concepção artística retrata uma supernova superluminosa: 10 vezes mais brilhante que uma ex

Concepção artística retrata uma supernova superluminosa: 10 vezes mais brilhante que uma explosão padrão (Foto: NASA)

Muito tempo atrás, nos confins do Universo, uma estrela explodiu com violência. Os fótons e outras partículas arremessadas espaço afora na velocidade da luz levaram 10,5 bilhões de anos para chegar até nós — e serem detectados por uma equipe internacional de astrônomos.

Eles descobriram a supernova mais distante e antiga já registrada até agora. Quando o evento DES16C2nm ocorreu, o Universo tinha apenas 3,3 bilhões de anos (hoje, tem 13,8 bilhões). O fenômeno, dez vezes mais luminoso que as mortes explosivas de estrelas consideradas "padrão", é chamado de supernova superluminosa.

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Descrita em um artigo publicado recentemente no The Astrophysical Journal, os pesquisadores acreditam que a explosão tenha sido ocasionada pela queda de material em uma estrela de nêutrons, provocando seu colapso. "É emocionante ser parte de um levantamento que descobriu a mais antiga supernova conhecida", disse em comunicado Mathew Smith, líder do estudo e pesquisador da Universidade de Southampton.

"DES16C2nm é extremamente distante, extremamente brilhante e extremamente rara — não é o tipo de coisa que um astrônomo encontra todo dia", afirma. Além de revelar os elementos químicos sintetizados na explosão, o evento oferece uma oportunidade única para entender melhor as supernovas superluminosas, conhecidas pela ciência apenas nos últimos 15 anos. O evento só foi detectado graças ao Dark Energy Survey.

Ao todo, 300 milhões de galáxias são mapeadas no projeto, cujo objetivo principal é entender a natureza da energia escura. Mas descobertas pontuais como essa acabam acontecendo. "Mostram a importância da ciência empírica: às vezes, para achar algo incrível só é preciso sair e olhar para cima", diz Bob Nichol, da Universidade de Portsmouth, co-autor do estudo.

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Fonte: Revista Galileu



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