CIÊNCIAS

Preservado em âmbar, aracnídeo de 100 milhões de anos é encontrado

POSTADO EM: Terça-Feira, 06/02/2018, 08:00:03
ATUALIZADO EM: 06/02/2018, 08:00:03

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Espécie encontrada foi preservada em âmbar (Foto: Divulgação)

Espécie encontrada foi preservada em âmbar (Foto: Divulgação)

Graças à preservação em âmbar — resina produzida por alguns vegetais — pesquisadores descobriram a "tataravó" das aranhas com idade estimada em 100 milhões de anos. A espécie foi encontrada em Myanmar, no Sudeste Asiático, e data do período Cretáceo. Apesar de possuir algumas características comuns das aranhas atuais, como uma estrutura para produção de teias e apêndices articulados, o animal também contava com uma cauda de 3 milímetros, comum a outros aracnídeos como escorpiões. 

Publicada no periódico científico Nature Ecology & Evolution, a descoberta foi realizada em cooperação entre cientistas norte-americanos, chineses, ingleses e britânicos. A nova espécie foi batizada de Chimerarachne yingi, que significa "aranha quimera" —  o nome foi uma inspiração à  quimera da Antiguidade Grega, uma figura mítica que tinha aparência híbrida com corpo de leão e cabeças de cabra e de dragão. 

De acordo com os pesquisadores, essa descoberta dá sinais mais consistentes sobre a origem das aranhas e demais aracnídeos: os primeiros registros de espécies dessa classe datam de pelo menos 300 milhões de anos. 

Exemplar de 100 milhões de anos (Foto: Divulgação)

 

Apesar de possuir uma estrutura aparente para a construção de teias, os cientistas ainda não conseguiram confirmar se a espécie recém-descoberta conseguia produzir uma armação complexa de fios de seda para capturar suas presas. Atualmente, apenas algumas espécies de aranhas são capazes de tecer essas redes produzidas a partir de uma fibra proteica que é expelida por fieiras. 

Myanmar é extensivamente pesquisado por paleontólogos por conta das amostras de âmbar com vestígios pré-históricos encontrados no país. Em 2016, uma cauda de um dinossauro com penas foi descoberta de maneira intacta graças à preservação da resina vegetal. 

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Fonte: Revista Galileu



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