CIÊNCIAS

11 paradoxos que vão pirar seu cabeção

POSTADO EM: Sexta-Feira, 12/01/2018, 08:00:05
ATUALIZADO EM: 12/01/2018, 08:00:05

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Adventure Time (Foto: Reprodução)

Adventure Time (Foto: Reprodução)

 

“Só sei que nada sei”, já dizia Sócrates. Um dos pais da filosofia ocidental, o grego sintetizou nessa famosa frase a necessidades de estar sempre questionando tudo ao nosso redor, inclusive aquilo que temos certeza de que sabemos.

Seguindo essa linha de raciocínio, já parou pra pensar em como grande parte das coisas que vivenciamos e ouvimos no nosso dia a dia são paradoxais? Confira uma lista produzida pelo portal I Fucking Love Science com teorias que vão pirar sua mente:

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1. Para ir para qualquer lugar, primeiro, você deve andar até metade do caminho, depois trilhar a metade da distância restante, posteriormente, andar mais metade do percurso restante e assim por diante, até o infinito. Ou seja, o movimento não existe
Esse é o Paradoxo da Dicotomia, atribuído ao filósofo grego Zenão de Eleia. Ele foi criado para provar que o universo é singular e que o movimento não existe. Por anos, ele foi rejeitado.

Por meio de uma perspectiva matemática formalizada durante o século XIX, a solução é aceitar que uma metade (1/2) somada a um quarto (1/4), a um oitavo (1/8), a um dezesseis avos (1/16), e assim por diante... Equivale ao número 1. É que nem quando se diz que 0,999... é igual a 1.

Porém, essa solução teórica não responde como um objeto consegue alcançar seu destino. A explicação para isso é ainda mais complexa e permanece obscura, remetendo a teorias do século xx sobre a matéria, o tempo e o espaço não serem divisíveis.

2. Se um barco tiver toda a sua madeira restaurada, ele continuará sendo o mesmo barco?
Outro clássico advindo da Grécia Antiga é o paradoxo do Navio Teseu. Ele é famoso por ter sido descrito por Plutarco.

O barco em que Teseu e os jovens de Atenas retornaram de Creta possuía 30 remos, os quais os atenienses guardaram até o tempo de Demétrio de Falero. À medida em que as peças de madeira apodreciam, eles retiravam o material e adicionavam novas madeiras em seus lugares. Depois de algum tempo, o barco se tornou um exemplo de discussão pelos filósofos porque alguns diziam que ele havia permanecido o mesmo de sempre e outros diziam que ele tinha mudado.

3. Um ser onipotente seria capaz de criar uma pedra tão pesada que nem ele é capaz de erguer?
Ou: “por que o demônio existe se Deus é onipotente?” e “como pode existir livre arbítrio se Deus é onisciente?” Essas são perguntas que dividem pessoas que acreditam em seres supremos e pessoas que não.

4. Dizemos que uma palavra é heteológica quando ela expressa uma qualidade que não possui. Seria, então, a palavra “heteológico” heterológica? 
Exemplos de palavras heterológicas são: “verbo”, que não é um verbo e sim um substantivo; “oxítona”, que é uma proparoxítona, entre outras. Nesse sentido, seria a palavra “heterologia” uma heterologia? Se ela for uma palavra que não descreve uma qualidade própria, podemos dizer que sim. Porém, se ela possui a qualidade de heterologia, ela não é.

Essa questão está associada ao Paradoxo de Russell, que questionou a teoria dos conjuntos da matemática ao longo do século XX.

5. Pilotos de guerra podem se afastar dos combates se provarem que estão psicologicamente afetados, porém, todos que tentam sair provam que estão sãos
Em “Ardil-22”, romance satírico-histórico sobre a Segunda Guerra Mundial, o auto, o norte-americano Joseph Heller, escreve sobre o paradoxo que é quando uma pessoa está precisando de algo que só pode ser adquirido por alguém que não precisa daquilo.

Yossarian, protagonista do livro, é apresentado a este paradoxo do piloto e reconhece que todos os lugares ao seu redor está cheio de regras paradoxais e opressivas.

6. Há algo de particular em todos os números
1 é o primeiro número natural, 2 é o menor número primo par, 3 é o primeiro número primo ímpar, 4 é o menor número composto, e assim por diante. E quando você chegar a um número e achar que ele não tem nada de interessante... então ele será o primeiro número que não tem nada de relevante.

Conhecido por Paradoxo de Interesse dos Números , essa é uma questão que se baseia na definição imprecisa do termo “Interessante” e não na contradição que marca os outros paradoxos.

Para responder a essa questão, o pesquisador de computação quântica Nathaniel Johnston formulou uma solução: ao invés de se basear na intuição para definir o quão interessante é um número, o estudioso deixou que a decisão fosse feita pela Enciclopédia Online de Sequências Inteiras (uma coleção de dezenas de milhares de sequências matemáticas composta por números primeiros, pela sequência Fibonacci e os triângulos de Pitágoras).

Em 2009, no Johnston descobriu que o menor número inteiro que não aparecia em nenhuma das sequências era o 11.630. Porém, em 2013, o número foi atualizado e o menor número mais foi escolhido como o 14.228.

7. Em um bar, sempre há, pelo menos, um cliente que se estiver bebendo, irá fazer com que todo mundo do bar também esteja 
Lendo de primeira, pode parecer que o paradoxo quer dizer que há uma pessoa no bar fazendo com que todo mundo beba assim como ela. Na verdade, essa frase está apenas afirmando que seria impossível todos os clientes estarem bebendo se cada uma das pessoas não estiver bebendo. Portanto, há, no ambiente, pelo menos um consumidor (ou seja, aquela sem bebidas) que está fazendo com que nem todos do bar estejam consumindo drinks.

8. 100 gramas de batata equivale a 99% de água. Porém, se a batata é ressecada e se torna 98% água, ela passa a pesar 50 gramas
A resposta para o Paradoxo da Batata está em observar além da água no alimento. Considerando que o legume é 99% água, o restante dela, 1%, é a massa.

Nessa questão, a batata começa com 100 gramas, então isso quer dizer que 1 g é a matéria seca. Quando a batata é ressecada e fica 98% água, aquele 1 grama de matéria passa a equivaler a 2% do peso do alimento. Uma grama é 2% de 50 gramas, então esse será o novo peso da batata.

9. Se há apenas 23 pessoas em um mesmo quarto, existe uma grande chance de que pelo menos duas delas tenham a mesma data de aniversário
O Paradoxo de Aniversário advém de uma análise de probabilidade. Se 2 pessoas estão em um quarto juntas, há uma probabilidade de 364/365 de que elas não façam aniversário na mesma data (devemos ignorar a nos bissextos), levando em conta de que há 364 dias diferentes da data de nascimento da primeira pessoa para o da segunda pessoa.

Se o número de pessoas no quarto cresce para 3, a probabilidade de que todas elas fazem aniversário em datas diferentes é de 364/365 x 363/365. Continuando com essa fórmula, quando chegamos a 23 pessoas, a probabilidade de que todas elas façam anos em datas diferentes cai para 50%, então a probabilidade de que pelo menos duas delas compartilhem o mesmo dia de aniversário é a maior de todas.

10. Você tem mais amigos do que acha que tem
O Paradoxo da Amizade acontece devido ao fenômeno das redes sociais. Você pode ser uma daquelas pessoas que tem poucos amigos adicionados ou pode ser um indivíduo cheio de colegas em seu perfil. Muitos amigos ou poucos, não importa, pois os seus amigos também terão outros grupos de amigos que terão outro grupos de amigos e assim sucessivamente, até que você também estará conectados e ligados a eles nas redes sociais.  

11. Se não há nada particular sobre a Terra, então deveria haver outras civilizações em nossa galáxia. Todavia, nunca foi encontrada outra forma de vida inteligente no universo
Um dos pressupostos da astronomia é que a Terra é um planeta comum em um sistema solar comum em uma galáxia comum, então não há nada de especial sobre nós. O satélite da NASA, Kepler, achou evidências de que provavelmente existem 11 bilhões de planetas como a Terra em nossa galáxia. Essa informação faz muitas pessoas indagaram a possibilidade de haver vida nesses outros lugares.

Porém, mesmo utilizando telescópios desenvolvidos, nenhuma evidência de civilizações tecnológicas foi encontraram no universo. Se houvesse locais como a Terra, seria fácil de encontrar, pois pessoas, povos e grupos são barulhentos.

Além disso, uma civilização que tivesse evoluindo milhões de anos atrás teria tempo o suficiente para ao menos tentar colonizar a galáxia, o que significa que existiram evidências de sua existência.

Esse é o Paradoxo de Fermi, o físico que se perguntou: “onde estão eles”, durante um almoço com seus colegas. Uma das soluções a esse paradoxo desafia a ideia de que a Terra é um planeta comum e postula que a vida é extremamente rara em todo o universo. Há também quem acredite que civilizações passadas desapareceram por conta de guerras nucleares ou devastações ambientais.

Também tem quem pense que os extraterrestres estão se escondendo de nós propositalmente até que nós nos tornemos mais sociáveis e maduros no sentido tecnológico. Essa é uma visão otimista que pode nos ajudar a crescer como indivíduos enquanto aguardamos por um sinal alienígena.

Fonte: Revista Galileu



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