CRIME

Morto pelas costas no dia do aniversário

POSTADO EM: Sexta-Feira, 21/04/2017, 10:24:19
ATUALIZADO EM: 21/04/2017, 10:24:19

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Wagner Almeida

A cena do crime foi uma rua alagada, cheia de buracos e coberta de lama. Em um trecho com as mesmas características havia o corpo de Gleidson Pinheiro Ribeiro dos Santos, mototaxista, assassinado com dois tiros. Familiares e amigos próximos da vítima estavam devastados com o crime e não souberam informar as razões do homicídio. A vítima completou 27 anos em 19 de abril. Mesma data de sua morte, que aconteceu minutos antes do fim do dia. 

Dezenas de moradores da rua da Paz, no bairro Distrito Industrial, em Ananindeua, observavam o cadáver principalmente das calçadas de suas residências, pois estavam impedidos de “matar a curiosidade” por causa da via tomada pela lama e sem qualquer cuidado dos órgãos competentes do município. 

As testemunhas do caso relataram à polícia que uma dupla, que estava em uma motocicleta, usando uniforme de mototaxista, atirou na vítima em uma rua das proximidades. Gleidson, mesmo ferido, ainda correu, mas não resistiu. De acordo com o aspirante da Polícia Militar (PM) Renan Duarte, da 2ª Companhia do 29º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a dupla de motoqueiros desferiu os tiros na vítima, na avenida Brasil, que é uma via paralela à rua da Paz. Conforme o policial, ainda não há pistas das identidades dos suspeitos nem do paradeiro deles. 

“A população não deu mais detalhes. Só nos disseram que eram dois homens em uma moto e que eles estavam com uniformes de mototaxistas. O modelo, a cor e a placa do veículo não foram informados”, disse. Segundo o perito criminal Vamilton Albuquerque, do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, a vítima percorreu uma distância de pelo menos cem metros. O perito explicou ainda que as lesões encontradas no corpo da vítima podem caracterizar que os disparos foram de um tipo de pistola. 

“Ele foi baleado na avenida Brasil e correu até este local. A vítima foi alvejada com dois tiros nas costas e os ferimentos são característicos de pistola calibre 380”. Entre as dezenas de parentes da vítima que acompanharam o trabalho de levantamento de local de crime, um primo, que não quis se identificar, afirmou à reportagem apenas que Gleidson era mototaxista e que desconhece os motivos do crime.

(Fabrício Nunes/Diário do Pará)



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