REFUGIADOS

Artesanato garante renda aos indígenas da etnia Warao

POSTADO EM: Domingo, 14/04/2019, 09:26:54
ATUALIZADO EM: 14/04/2019, 13:11:26

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Irene Almeida/Diário do Pará

Peças artesanais produzidas por mulheres indígenas da etnia Warao estão caindo no gosto das pessoas. Com a ajuda de voluntários do grupo “Venezuelanos Belém”, os produtos, que são vendidos através da internet, geram renda para as mulheres refugiadas, sem que precisem ter de ir às ruas pedir ajuda. A confecção de roupas e acessórios é feita ali mesmo, dentro do espaço que funciona como abrigo.

“Essa é uma forma de amenizar os riscos que as mulheres e crianças da etnia se submetem diariamente nas ruas da capital”, explica Juliana Lavereda, que é voluntária do grupo “Venezuelanos Belém”, que auxilia na profissionalização das indígenas e venda dos produtos. Toda produção é feita manualmente e os objetos que ali são criados são os mesmo usados tradicionalmente na cultura venezuelana. “Nem mesmo o cliente que deseja obter uma peça pode interferir nessa produção, onde total liberdade é dada para as mulheres definirem formas, tamanhos e cores”, disse a voluntária.

(Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)

O interesse das mulheres em produzir os artesanatos surgiu quando a refugiada Lola Cardona, 47 anos, conseguiu vender seu primeiro sling, acessório feito de tecido e utilizado para carregar as crianças. Desde então, dez mulheres começaram a costurar e confeccionar outras peças que sabiam fazer. Toda renda dos produtos vendidos é destinada para os Warao que moram nos abrigos.

“Nossa objetivo é ficar acompanhando e ajudando esse processo de venda para que assim possamos evitar que elas voltem às ruas e coloquem em estado de vulnerabilidade suas vidas e das crianças que sempre estão ali acompanhando-as”, comentou Juliana.

PARA ENTENDER

Quem tiver interesse pode visualizar os produtos disponíveis, consultar valores e fazer encomendas através dos perfis do grupo voluntário @venezuelanosbelem, @warao_belem ou no @amigosdavenezuela, no Instagram e Facebook. 

(Wesley Costa/Diário do Pará)



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