SEM ACORDO

Segundo dia de greve mantém paralisação de 8 linhas de ônibus em Belém

POSTADO EM: Sexta-Feira, 15/03/2019, 07:20:27
ATUALIZADO EM: 15/03/2019, 11:08:07

Nesta sexta-feira (15), continua a greve de rodoviários e cobradores da empresa Monte Cristo, que detém oito linhas distribuídas em 180 ônibus que circulam pelas ruas de Belém e Ananindeua (Região Metropolitana).

Em entrevista ao DOL na manhã de hoje, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Pará (STTREPA) Everton Paixão afirmou que, após o ato realizado ontem em frente a garagem da empresa, a categoria reuniu com empresários, mas não se chegou a um acordo para as horas extras.

"Não teve avanço. Então nós nos reunirmos em uma Assembleia e decidimos por continuar a greve enquanto não atendem as nossas reivindicações", afirmou Paixão. ​

Uma reunião da categoria com o Ministério Público do Trabalho está prevista para ser realizada hoje pela manhã, em Belém.

OUTRO LADO - O DOL entrou em contato com a empresa Monte Cristo e, através de entrevista, falou com a funcionária técnica de segurança do trabalho Eliana. Ela disse que o sindicato impede a saída de rodoviários e cobradores e que, em nenhum momento, a empresa quer prejudicar a população. "Enquanto acontece a reunião para se chegar a um acordo, os trabalhadores estão acampados aqui na garagem, aguardando a decisão da reunião. Eles querem sair para trabalhar, querem atender a população, mas o sindicato não deixa, impede a saída", disse a funcionária.

Por conta do manifesto, entre as linhas que a empresa atende, estão suspensas: CDP Providência, Pedreira Lomas, Pedreira Nazaré, Sacramenta Humaitá e Sacramenta São Brás (Paraíso dos Pássaros).

SETRANSBEL SE PRONUNCIA - O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) disse ao DOL também que já tomou as medidas judiciais cabíveis para resguardar o patrimônio, o livre acesso aos empregados que queiram trabalhar e a circulação da frota para atender a população usuária. No momento, o sindicato aguarda o pronunciamento da justiça sobre essas questões.

(DOL)



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