POLÊMICA

Estudantes da Uepa que fizeram suposto gesto obsceno se formam em clima de tristeza

POSTADO EM: Sábado, 19/01/2019, 10:33:26
ATUALIZADO EM: 21/01/2019, 08:20:10

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Divulgação

O grupo de estudantes do curso de Educação Física da Universidade do Estado do Pará (UEPA), campus de Tucuruí, no sudeste paraense, conseguiu, através de um acordo com a instituição, participar de uma cerimônia especial de formatura na manhã deste sábado (19). Os alunos foram impedidos de participar da solenidade oficial de formatura, que foi realizada na última quarta-feira (16), após uma foto, onde os homens da turma aparecem fazendo um suposto gesto obsceno com as mãos que simula o órgão genital feminino, ter viralizado na internet.

A atitude dos estudantes não foi vista com bons olhos pelos internautas, assim como pela instituição, que decidiu punir os alunos e impediu que eles colassem grau. Após os alunos entrarem na justiça, eles conseguiram uma liminar que garantia a participação do grupo na solenidade de formatura. Porém, a Uepa teria passado por cima da decisão e manteve a decisão de suspensão dos alunos. Com o descumprimento da decisão, a universidade pagaria multa diária no valor de R$ 5 mil. 

Os estudantes e a Universidade entraram em acordo e a instituição realizou uma cerimônia especial às 8h da manhã deste sábado (19). O professor e patrono da turma, Cláudio Borba, que também fez o mesmo gesto em frente da pro-reitora de Extensão em defesa dos alunos, falou sobre o clima de tristeza na cerimônia realizada hoje. 

"Foi uma cerimônia triste e tensa, infelizmente, embora não tenha havido nenhuma discussão. No final, como é uma cerimônia especial, não foi permitido que os alunos usassem a beca. Só fizemos uma foto fora após a cerimônia com a vestimenta oficial de formatura. Infelizmente, eu que também fiz o gesto em defesa deles, explicando que não era obsceno, também estou sofrendo inúmeras críticas. Não tinha nada que simbolizasse uma ofensa. A foto tinha um contexto particular e acabou saindo de controle" relatou Borba. 

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Sobre a punição que a Universidade deve aplicar ao professor, Cláudio afirma que ainda não sabe como tudo isso vai ocorrer e espera ter a oportunidade de ter sua versão contada para a instituição. 

"Eu sou patrono da turma e quando fui fazer meu discurso, fui em defesa dos alunos, pois os acompanho há quatro anos. Fizemos muitas coisas boas, academicamente falando, que elevam o nome da instituição. Eu to muito triste. Ainda não sei qual vai ser a punição que vão aplicar a mim, mas espero que a instituição me dê a oportunidade de explicar que aquilo não tinha um significado ofensivo ou obsceno" finalizou o professor. 

(Paloma Lobato/DOL)

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