ATÉ QUANDO?

Família se prepara para velar corpo de Capitão da PM morto em Ananindeua

POSTADO EM: Terça-Feira, 09/10/2018, 12:59:17
ATUALIZADO EM: 09/10/2018, 13:30:04

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Irene Almeida/ Arquivo

Familiares do capitão Paulo Afonso, morto na noite de segunda-feira (8), no Distrito Industrial, em Ananindeua, se preparam para o velório e sepultamento do militar. O velorio será realizado em uma igreja no bairro da Sacramenta.

Com a morte de Paulo Afonso chega a 40 o número de agentes da PM assassinados no Pará em 2018.

Segundo informações da Polícia Militar, o corpo está no Instituto Médico Legal (IML), em Belém, onde é feito o serviço de necropsia para em seguida ser liberado à família.

ALTA PATENTE

A morte do capitão Paulo Afonso mostra que a violência chegou a uma das mais altas patentes na hierarquia militar. Este ano a Polícia Militar do Pará perdeu 20 cabos, 15 sargentos, dois soldados, dois subtenentes e agora o capitão.

Em conversa com a reportagem, o cabo S. Silva, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros atribuiu o número de homicídios à falta de proteção do Estado.

A promessa do governo em garantir moradias dignas para os policiais que se encontram em área de risco continua no papel. "Tem um projeto do governo do Estado ai que a gente está aguardando retorno que é a questão de moradias para policiais militares que se encontram nessa situação de ameaças em zonas de perigo. O governador do Estado assinou isso ai e até o momento ainda não se concretizou", lamentou o militar.

NOTA PM

A Polícia Militar, através da assessoria de imprensa, emitiu nota de pesar a respeito da morte do capitão informando que comunica com pesar o falecimento do capitão Paulo Afonso Miranda da Silva, 56 anos.

De acordo com a nota, dois homens são suspeitos de serem os responsáveis pelo crime. "O militar chegava em casa em seu veículo quando foi surpreendido pelos criminosos, que atiraram contra a vítima e correram. Militares do 29° batalhão, que atua  na área onde ocorreu o fato, bem como do 6° e do 30° batalhões, que cobrem as áreas próximas, já trabalham na busca pelos responsáveis", diz o documento.

Ainda segundo a PM, o Centro Integrado de Psicologia e Assistência Social da PM (CIPAS) presta o atendimento à família.

(DOL)



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