PROTEÇÃO

Jader busca mais recursos para combater casos de malária e outras doenças no Pará

POSTADO EM: Quinta-Feira, 09/08/2018, 07:46:07
ATUALIZADO EM: 09/08/2018, 07:47:42

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Divulgação

Os registros de casos de malária subiram em todo o Brasil. No Pará, que apresenta o maior número entre os estados, o aumento foi de 325,5%, passando de 6.153 ocorrências, em 2016, para 20.027, em 2017, quando comparados dados do primeiro semestre de cada ano. Um dos casos mais impressionantes foi registrado no município de Bagre, no Marajó, onde, de um ano para outro, o número subiu impressionantes 5.160%.

Assim como a malária, aumentou também a proliferação de doenças endêmicas em toda a região Norte. Preocupado com a situação, o senador Jader Barbalho (MDB-PA) solicitou ao ministro da Saúde, Gilberto Occhi, especial atenção para o problema, já que os registros apontam para avanços de casos de hanseníase, raiva humana, febre amarela, dengue, zica, chikungunya, entre outras.

Um dos apelos feitos pelo senador foi para que o Ministério da Saúde informe as providências adotadas para conter o avanço dessas doenças, em especial a malária. “Além disso, peço, ainda, que o Ministério da Saúde aumente o repasse de verbas para o combate a essas doenças, incluindo, também, maior destinação de recursos no Projeto de Lei do Orçamento Geral da União de 2019, que será encaminhado este mês para ser apreciado pelo Congresso Nacional”, solicitou.

Um levantamento feito pela agência de notícias BBC no Brasil, em maio do ano passado, mostrou que Bagre é um dos casos mais agudos do aumento meteórico dos casos de malária na Amazônia. De acordo com a agência, em 2017, o número subiu 50% no país, chegando a 194 mil ocorrências. Apenas 25 cidades brasileiras concentram nove de cada dez casos extras da doença registrados em 2017. Bagre está no topo da lista, com 6,6 mil casos a mais.

Por meio de um ofício, o senador Jader Barbalho formalizou o pedido para o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

ALERTA

O crescimento ocorreu após seis anos de queda - em 2016. “O Brasil registrou o menor número de casos em 37 anos, o que foi visto como um grande sucesso no combate à malária”, afirmava à época a agência inglesa. Mas em maio do ano passado o cenário mudou: a malária voltou a crescer. O pico do aumento foi em setembro, quando o número de casos dobrou em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Este ano, a alta continua, denuncia a BBC. “Sem uma ação urgente, a malária volta a ser uma grave ameaça à população ribeirinha. Nosso país lutou durante anos para reduzir a proliferação e a contaminação, principalmente no Norte. A cobrança por mais investimentos neste momento tão grave que se reflete em todos os estados deve ecoar entre os colegas da bancada da Amazônia. Todos nós temos a responsabilidade de lutar por mais recursos e pela cobertura ampliada de ferramentas que previnam, diagnostiquem e tratem a malária”, reforça Jader.

NÚMEROS

95  mortes - É o número de registros deste ano de brasileiros que morreram por dengue, zika ou chikungunya entre janeiro e julho. A dengue tem o maior número de óbitos, 80, chikungunya (13) e zika (2). Os dados são de boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado na última terça-feira (7). As três doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti. Já a malária aumentou em todos os estados do Norte.

(Luiza Mello de Brasília)



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