ATENÇÃO REDOBRADA

Veterinária alerta sobre cuidados especiais com cães e gatos no verão; veja as dicas

POSTADO EM: Quarta-Feira, 11/07/2018, 11:00:09
ATUALIZADO EM: 11/07/2018, 11:17:38

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Reprodução

O verão chegou e com as temperaturas, a preocupação com o bem-estar dos animais domésticos deve ser ainda maior. Assim como as pessoas, os animais de estimação também precisam se adaptar ao calor e a umidade.

A médica veterinária Michelly Vasconcelos explica que pequenas alterações na rotina garantem a saúde de cães e gatos. Segundo ela, a hipertermia, infestações de ectoparasitas, picadas de mosquitos e pernilongos, viroses e doenças de pele são alguns dos problemas que acometem os animais nesse período. 

Ainda segundo a veterinária, diferente dos humanos, os cães não transpiram. A respiração é a única forma de controlar o processo de refrigeração e manutenção da temperatura corpórea ideal. Por isso, quando submetidos a calor intenso ou situações de estresse os cães podem não ter condições de perder calor e entram em processo conhecido como hipertermia.

“O primeiro sinal que o animal precisa de resfriamento é quando se mostra muito ofegante. No quadro de hipertermia a temperatura corporal pode atingir até 42º C, provocando vômitos, coagulação intravascular disseminada, edemas pulmonares, paradas cardíacas e até mesmo chegar ao estado de coma, ” explica Michelly.

A especialista alerta que os cães braquicéfalos (focinho curto) como os Bulldogs, Pugs, Boxers, Shitzu, Lhasas Apso, Boston, entre outros, sofrem mais com as altas temperaturas devido à anatômica dificuldade de respirar e perder calor.

“Por isso, não devemos nunca submeter os cães a situações de intenso calor ambiental como passear em horários muito quentes, ficar dentro de carros parados ou em viagem longas, e outras situações de estresse. Nessa época do ano os animais devem ficar em ambiente agradável e sombreado, com água fresca disponível”, alerta.

Durante o verão também é mais comum a proliferação de pulgas e infestação por carrapatos.  Uma boa opção para os peludos é manter a pelagem curta, pois ajuda na visualização dos possíveis parasitas e os mantém mais frescos.

“Na hora do banho é preciso observar se existe ou não a presença de parasitas, possíveis lesões por picadas, áreas avermelhadas pelo corpo ou mesmo hematomas” recomenda Michelly Vasconcelos. 

No caso da presença de pulgas ou carrapatos deve se procurar um veterinário para fazer a indicação de antiparasitários e  exames para saber se o pet não adquiriu alguma doença proveniente dos parasitas.  

Nesse período, os animais também podem sofrer com as picadas de insetos que, além de provocar incômodo, podem transmitir doenças como a leishmaniose e dirofilariose.

Michelly explica que as picadas normalmente ocorrem nas regiões sem pêlos – ponta de nariz, orelhas, ao redor dos olhos e abdômen – onde é possível visualizar as lesões de picadas com coceira intensa no local. 

O câncer de pele é outra preocupação. Segundo a veterinária, cães e gatos que têm a pele muito clara – ou rosada – quando submetidos à exposição ao sol podem desenvolver sarcoma, que geralmente ocorre nas áreas sem pêlo.

“As maiores vítimas são os animais albinos, gatos brancos, boxers brancos ou animais que, não totalmente brancos, tenham a ponta de nariz, orelhas, o entorno dos olhos e abdômen despigmentados. Esses animais não devem tomar banhos de sol, mas se a exposição for inevitável deve-se usar filtro solar nessas áreas”, orienta.

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(DOL)



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