SAÚDE

Tome cuidado na hora de comprar óculos escuros

POSTADO EM: Quarta-Feira, 11/07/2018, 07:46:04
ATUALIZADO EM: 11/07/2018, 07:47:46

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Irene Almeida/Diário do Pará

Diante da grande quantidade de modelos, a professora Dieli Braz, 33 anos, tenta escolher os óculos escuros que melhor se adaptam ao seu tipo de rosto. Escolhe um modelo, experimenta, tenta outro. Já pensando no visual montado para aproveitar o verão nas praias do interior do Estado, ela destaca que os óculos são itens importantíssimos. “Se mais de um me agradar, talvez eu compre dois”, avalia.

Além da estética e do conforto, porém, um fator fundamental precisa ser considerado ao se escolher os óculos escuros: a procedência do produto. Vice-presidente da Sociedade Paraense de Oftalmologia, o médico Maurício Vulcão destaca que é preciso atentar para o fato de que os óculos precisam ter uma lente com boa qualidade ótica e com filtro de proteção contra os raios ultravioletas (UV). “Não basta a lente ser escura. Ela pode escurecer, mas ser de qualidade ótica ruim”.

No que diz respeito ao filtro UV o oftalmologista explica que óculos escuros que não contenham proteção contra as radiações UV podem ser ainda mais prejudiciais do que a pessoa não utilizar óculos escuros algum. “Quando a gente vai para o sol, a pupila do nosso olho se contrai em decorrência do reflexo motor”, explica. “Se a pessoa está com óculos de sol, essa pupila não vai fechar tanto – porque estará escurecido”.

Então, se a pessoa usar um óculos que não tenha o filtro, a sua pupila vai estar mais aberta porém, receberá maior incidência de raios UV, já que não há o filtro contra eles. “Então é pior estar com esse óculos (sem proteção UV) do que com nada”, considera.

Os prejuízos do uso desse tipo de óculos escuros irregulares podem ser sentidos a longo prazo. “O problema da exposição exagerada com óculos sem proteção UV é que o indivíduo pode ter uma chance maior de desenvolver, durante a velhice, uma doença chamada de DMRI (Degeneração Macular Relacionada a Idade)”, aponta Maurício Vulcão. “Não é uma coisa que traga um problema imediato, mas, a longo prazo, isso pode vir a se desenvolver”.

(Cintia Magno/Diário do Pará)



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