JULGAMENTO

Pena de 20 anos para réu que matou mulher na frente das filhas

POSTADO EM: Terça-Feira, 12/06/2018, 15:34:50
ATUALIZADO EM: 12/06/2018, 15:41:35

Ronaldo Costa Corrêa, 35 anos, foi condenado a 20 anos de reclusão será cumprida em regime inicial fechado, pela morte da costureira Nilza de Assis Teixeira, 47 anos. De acordo com informações do Tribunal de Justiça do estão do Pará (TJPA), divulgadas nesta terça-feira (12), ele é acusado de executar com disparo de arma de fogo a vítima no seu ateliê, na presença das duas filhas, gêmeas, com 18 anos à época. 

Na sentença condenatória, o juiz Cláudio Henrique Rendeiro fez a detração da pena, que é a redução do tempo que já passou na penitenciária.

O réu, que respondia a outro processo criminal preso, foi liberado pelo Sistema Penal por saída autorizada da justiça, em relação a outro crime. Em liberdade, o réu não foi mais localizado e nem compareceu aos chamados da justiça.

A condenação acolheu a tese sustentada pela promotora de justiça Ana  Maria Magalhães de Carvalho, de que o réu foi autor de homicídio qualificado, cuja pena prevista é de 12 a 30 anos de prisão.

A defesa do réu, promovida pelo defensor público Alex Noronha, sustentou a tese de negativa de autoria ou a tese subsidiária de absolvição por insuficiência de provas, sendo a tese rejeitada. 

O processo

Consta da acusação que a costureira estava separada do pai de suas gêmeas, iniciando um relacionamento com outra pessoa. Por esse motivo, passou a receber ameaças da antiga namorada. A costureira chegou a fazer o registro na delegacia local sobre as ameaças, informando os números de telefone de onde procediam as chamadas, mas a autora das ameaças nunca foi investigada.

No dia do crime, por volta das 08h do dia 29/12/2008, a vítima abriu o ateliê, localizado na Praça do Conjunto Cordeiro de Farias,  acompanhado das filhas gêmeas. Ronaldo Costa Corrêa chegou, reconhecido pelas filhas gêmeas posteriormente, perguntou quanto a profissional cobrava por uma jaqueta de mototaxista.

Após responder ao desconhecido, a costureira se voltou e continuou com a cliente que atendia, quando foi atingida por disparos de arma de fogo, morrendo a caminho do hospital. Após o crime, o réu fugiu, montado na garupa da motocicleta que o esperava.

(Com informações do TJPA)



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