NAVALHA NA CARNE

Justiça realiza 2° júri de policiais envolvidos em grupo de extermínio

POSTADO EM: Segunda-Feira, 21/05/2018, 10:12:44
ATUALIZADO EM: 21/05/2018, 11:55:20

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Ricardo Amanajás/Diário do Pará

Será realizado na manhã de terça-feira (21) o segundo júri dos acusados presos durante a operação "Navalha na Carne", deflagrada em 2008 e que investigou a ação de grupos de extermínio na Grande Belém, inclusive a participação de policiais nos crimes. No julgamento, cinco pessoas deverão sentar no banco dos réus, incluindo três PMs.

Por apresentar um grande número de réus, o júri do processo foi divido em três sessões, sendo a primeira realizada no último dia 15, resultando na condenação de Mauro Reis Coelho, Rosevan Moraes Almeida e José Percival da Conceição Moraes.

No segundo júri, serão julgados os réus Nilsson Queiroz de Amorim, José de Ribamar Camilo de Souza e Rômulo Cruz da Luz, além dos policiais militares Mauro Augusto Nascimento, Ednaldo da Silva Pinheiro e Max André da Conceição Bentes. Todos eles acusados de crime de formação de  quadrilha.

A acusação tem uma única testemunha, o delegado Cláudio Galeno de Miranda, enquanto que a defesa deverá apresentar três testemunhas.

NAVALHA NA CARNE

A operação “Navalha na Carne” foi criada em 2008 e representou um importante marco nas investigações de crimes praticados por grupos de extermínio na Grande Belém. A operação contou com a colaboração conjunta das polícias militar e civil, que a batizaram com este nome após a descoberta de um açougue de fachada que servia como escritório do crime organizado, recebendo e lavando o dinheiro de traficantes, assaltantes e milicianos.

A operação levou pelo menos sete anos para chegar nesta fase final de julgamentos, contando com inúmeras audiências com testemunhas de acusação e defesa.

A investigação e condenação dos agentes, além de ser um alento para os familiares das vítimas, marca um importante episódio da Justiça paraense. As autoridades esperam que o resultado dos julgamentos possa servir de incentivo para que crimes praticados por policiais corruptos sejam de fato punidos no estado.

(DOL com informações do TJPA)



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