POLUIÇÃO SONORA

Barulho da madrugada obriga moradores a pedirem ajuda no bairro do Marco; veja o vídeo

POSTADO EM: Sábado, 14/04/2018, 11:53:24
ATUALIZADO EM: 17/04/2018, 09:45:21

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Imagem cedida para o DOL

A reportagem do DOL foi procurada para ser voz de mais um caso de poluição sonora que atinge diversos bairros de Belém e Região Metropolitana. Na madrugada deste sábado (14), por exemplo, moradores do bairro do Marco não sabem mais o que fazer para ter uma noite de sono tranquila por causa das festas de som automotivo realizadas em um posto de gasolina localizado na esquina da avenida Dr. Freitas com a avenida Duque de Caxias, próximo ao Hangar.

"O nosso tão sonhado descanso aos finais de semana é prejudicado por conta do barulho do sons dos carros que tomam conta da via e das motos que disputam rachas que apostam no veículo que tem mais potência sonora", relatou uma denunciante que pediu para não ser identificada.

A moradora conta que, por muito pouco, a semana santa quase entrou para a lista de mais um dia de festa de som abusivamente alto. Foi preciso uma equipe da polícia militar chegar ao local e dispersar vendedores ambulantes e festeiros que começavam a se posicionar.

Para coroar uma madrugada barulhenta, os moradores precisam ainda lidar com a sujeira da festança que toma conta de todo o trecho da avenida Dr. Freitas com a Duque até a avenida Rômulo Maiorana (25 de Setembro). Com exceção das latinhas de bebidas, o cenário se resume em sacos plásticos e garrafas quebradas; dependendo da festa, o mau cheiro é avassalador.

"Alguns desses jovens chegam a invadir casas para fazer sexo, urinar e consumir entorpecentes. Hoje [domingo, 8] tive que lavar a frente de minha casa, pois alguém vomitou no meu portão. E assim ficamos sem dormir e ligando para o 190 para denunciar o ocorrido!"

(Foto: Imagem cedida para o DOL)

MÃOS ATADAS

O desabafo da moradora faz coro com vários outros recebidos pela Dema (Divisão Especializada em Meio Ambiente) que, em entrevista por telefone, contou ao DOL que está ciente das inúmeras reclamações, não só das festas organizadas no Posto Chermont [Duque com Dr. Freitas], bem como em um posto de gasolina na BR-316, próximo a entrada de Águas Brancas, em Ananindeua.

A entrevistada da Dema relatou que se trata de um 'caso crônico na cidade', o que deixa o trabalho da equipe de fiscalização praticamente de mãos atadas porque, segundo ela, "foge do controle dos peritos diante a imensa quantidade de pessoas reunidas e impossibilitando uma fiscalização adequada, pois a segurança da equipe estaria ameaçada".

"BARULHO CULTURAL"

Não é de hoje que a reportagem do DOL recebe reclamações sobre casos de poluição sonora nos mais diversos pontos da cidade. A mais recente delas foi divulgada em setembro de 2017 por moradores que vivem próximo ao Estádio do Mangueirão, na Augusto Montenegro.

Na época, discutia-se a questão dos sons automotivos como patrimônio cultural no município de Belém. O projeto chegou a ser aprovado por unanimidade na Câmara Municipal. De autoria do presidente da Câmara, Mauro Freitas (PSDC), a ideia não foi bem recebida e foi motivo de reclamação por músicos, artistas da região e, principalmente, dos nossos internautas.

Um mês depois, no dia 6 de outubro de 2017, o projeto foi vetado e anunciado no Diário Oficial, em emissão assinada pelo Gabinete da Prefeitura de Belém. Entre os argumentos do veto, destacam-se a preservação e controle do meio ambiente, e o combate à poluição sonora.

(Fernanda Palheta/DOL)

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