DENÚNCIA

UPA tem atendimento prejudicado por conta de assaltos em Ananindeua

POSTADO EM: Segunda-Feira, 02/04/2018, 11:20:21
ATUALIZADO EM: 02/04/2018, 11:28:19

Um morador denunciou ao DOL na tarde de ontem (1) que o atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Distrito Industrial, em Ananindeua, estaria comprometido após homens armados invadirem a unidade e assaltarem médicos e pacientes.

O assalto aconteceu no início do mês de março, em plena madrugada. Apesar do tempo desde o acontecido, a violência refletiu de tal forma que, de acordo com o morador, médicos estariam pedindo para faltarem ao trabalho com medo de serem vítimas novamente.

”Fui pela manhã para levar minha sobrinha na emergência, mas ao chegar no local a atendente disse que não tinha médico por causa de assalto. Perguntei se tinham assaltado a UPA uma segunda vez (que mal foi inaugurada no final de fevereiro), mas ela disse que não, que ele ligou pedindo para não ir porque estava com medo”.

O denunciante precisou se deslocar até a UPA da Cidade Nova, onde sua sobrinha recebeu o atendimento, mas ainda que tivesse o problema dele resolvido, fica o questionamento: e quem é morador do entorno do Distrito e não consegue se deslocar para tão longe?

”Felizmente eu tive como ir até a Cidade Nova, mas é complicado deixar uma UPA recém-inaugurada tão exposta assim, sem nenhum policiamento na área. Eu já vi guardas municipais e viaturas por aqui nos dias de semana, mas aos finais de semanas e feriados aqui fica deserto”.

EXPLICAÇÃO

Por meio de nota, a Prefeitura de Ananindeua informou que a equipe da manhã naquele domingo ficou desfalcada porque um dos médicos estava doente e, por esse motivo, não pode trabalhar. No entanto, a situação foi normalizada ainda no turno da tarde. Veja a nota na íntegra:

”A Prefeitura de Ananindeua informa que o problema foi originado pela ausência de um dos médicos da equipe da manhã, que por motivo de doença, não pode comparecer. Contudo, pela parte da tarde a situação foi normalizada regularizando o atendimento. A Prefeitura ressalta que a maior parte das demandas não foram de urgência e emergência, casos que normalmente são solucionados nas unidades de saúde do bairro. Destacamos que nenhum paciente deixou de ser atendido.”

(DOL)​



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