PROTESTO

Servidores do Hospital Regional de Cametá paralisam as atividades

POSTADO EM: Quarta-Feira, 28/03/2018, 12:08:19
ATUALIZADO EM: 28/03/2018, 16:16:17

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Divulgação

Funcionários do Hospital Regional de Cametá, no nordeste paraense, paralisaram as atividades nesta quarta-feira (28), durante um protesto contra a saída do atual diretor do local, exonerado hoje do cargo. Os servidores acusam o caso como perseguição política e ameaçam paralisar 100% do efetivo.

A exoneração do atual diretor, Jorge Emanuel de Oliveira Guimarães, foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Estado, na página 5. Segundo o decreto, ele deverá deixar o cargo no dia 2 de abril, quando irá assumir Márcio Veiga Costa, que atualmente trabalha como médico no local.

"Nos últimos tempo, tivemos mais de quatro trocas de diretor, sendo que o último não conseguia fez nada. Havia muito desvio de recurso do hospital. Quando o Jorge Emanuel assumiu, conseguiu organizar o hospital", afirmou uma servidora, que preferiu não ser identificada. "Fez funcionar o bloco cirúrgico, consertou o aparelho de ultrassom que estava parado, fez manutenção dos equipamentos, conseguiu resolver o problema da falta de materiais. Deu condições para trabalharmos".

Segundo os manifestantes, a exoneração do diretor foi motivada por questões políticas. "Está havendo uma perseguição, para não deixar ele trabalhar. Agora publicaram a exoneração dele, mas não queremos perder um diretor que nos deu condições de trabalho", continuou a servidora. "O Márcio Veiga é da mesma panelinha da gestão passada. A gestão que estava sucateando nosso hospital".

Segundo os próprios servidores, 50% dos trabalhadores cruzaram os braços. Carregando faixas e cartazes, eles realizaram um protesto no local, reivindicando a permanência do diretor. "O Hospital atende toda a região do nordeste paraense. Se não conseguirmos uma resposta, mais trabalhadores vão parar, podendo chegar a 100% do efetivo", completou a servidora. 

O DOL entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e a Casa Civil do Governo do Estado e aguarda posicionamento sobre o caso.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) esclarece que, diante das novas perspectivas para a implementação do Hospital Regional de Cametá, houve a necessidade de fazer ajustes operacionais, visando os novos desafios para a modernização do hospital. 


(DOL)



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