SEM LICENÇA

Bloco de música eletrônica é cancelado pela PM

POSTADO EM: Terça-Feira, 13/02/2018, 20:30:17
ATUALIZADO EM: 14/02/2018, 20:23:48

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Reprodução/Facebook

O bloco CarnaTrance, que sairia na tarde desta terça-feira (13), atrás do Bosque Rodrigues Alves, no bairro do Marco, em Belém, foi impedido de ser realizado pela Polícia Militar.

A PM alegou que o bloco não tinha as licenças exigidas para sair.

Dezenas de pessoas que aguardavam para participar tiveram que ser dispersas pela PM.

Na página do evento no Facebook, muita reclamação. “Fizeram todo um estardalhaço pra no fim não ter nada. Muita falta de respeito, responsabilidade e consideração com as pessoas, principalmente com aqueles q moram longe”, escreveu uma.

Na página, a organização afirma que o evento aconteceu, sim e agradeceu a quem esteve presente.  “Ao público que se fez presente nosso máximo respeito a todas as pessoas que doaram agradecemos de coração todo apoio as causas sociais e a quem nem foi e tá dizendo que foi fraude só lamentamos por pessoas que tem esse tipo de pensamento vazio no meio de todo preconceito que enfrentamos a anos pela Cultura Trance. O movimento cultural aconteceu sim e foi lindo ver o apoio de quem realmente ama música eletrônica, na chuva atrás do som, puxando pra frente o que nos esforçamos tanto pra acontecer de forma gratuita”

Em nota, a organização informou que o bloco foi interrompido às 20, na dispersão.

A organização reclamou ainda do descaso da Prefeitura de Belém quando se trata de blocos de rua e movimentos culturais.

“O que nos foi repassado durante nosso percurso pela polícia que, aliás, estava prestando segurança ao bloco foi que: Belém está fadada ao esquecimento do Carnaval e principalmente à liberação dos blocos de rua. Ainda segundo, blocos só estão liberados no interior do Estado, com apoio de seus governantes locais, assim como Vigia, Abaetetuba e Tucuruí”.

Ainda segundo a nota, outros blocos que ocorreram em Belém na terça-feira também foram interrompidos. “Essa é a triste realidade que viemos hoje em nossa cidade. A cultura está esquecida, não temos mais o direito de nos manifestarmos de forma pacífica e pular o Carnaval”.

(DOL)



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