E AGORA?

Pontos turísticos fecham no feriadão e geram muitas reclamações

POSTADO EM: Terça-Feira, 13/02/2018, 07:45:57
ATUALIZADO EM: 13/02/2018, 08:36:22

Enquanto a agitação marcava o Carnaval de alguns municípios do interior do Pará, Belém era só calmaria. Ontem, pouca gente era vista nas ruas. Para quem ficou na cidade, faltaram opções de lazer. Alguns dos pontos turísticos da capital ficaram fechados durante a segunda-feira (12). 

Carol Queiroz levou seu filho para visitar o Bosque, mas encontrou os portões fechados (Foto: Ney Marcondes)

Placa na portaria do São José Liberto (Foto: Ney Marcondes)

Horto Municipal também não abriu ontem (Foto: Ney Marcondes)

Portal da Amazônia parecia que não era limpo há um bom tempo (Foto: Ney Marcondes)

Muito procurado por famílias com crianças, o Museu Emílio Goeldi foi encontrado fechado na manhã de ontem. A previsão é de que ele reabra ao público apenas na quarta-feira de cinzas. Para quem contou com uma folga extra no período do carnaval, o não funcionamento do espaço diminuiu as chances de se divertir na cidade. “Quem fica em Belém também precisa de lazer”, reforça a dentista Valéria Oliveira, 47 anos. “Quem não viaja quer aproveitar a cidade, mas com os espaços fechados fica mais difícil”.

Abrigando, da mesma forma, diferentes espécies de animais e plantas, o Bosque Rodrigues Alves também só voltará a funcionar nesta quarta-feira. Durante a manhã, era possível encontrar quem tivesse ido visitar o espaço. Apesar do planejamento, o passeio era frustrado quando as pessoas se deparavam com os portões fechados. “Deveria estar aberto”, considerou Carol Queiroz, 22 anos, referindo-se a este período em que muitas pessoas estão de folga para aproveitar os espaços.

Acompanhada pelo filho Felipe, de um ano de idade, Carol lembrou também que o bosque necessita de reparos para que as pessoas possam desfrutar do espaço de lazer. “Da última vez que viemos, o aquário não estava funcionando e algumas partes estavam precisando de uma reforma”, avaliou. “Isso deveria ser bem cuidado justamente para que as pessoas aproveitassem num período que têm uma folga do trabalho”.

"Quem não viaja quer aproveitar a cidade, mas com os espaços fechados fica mais difícil”, Valéria Oliveira, Dentista (Foto: Ney Marcondes)

SÃO JOSÉ LIBERTO

A cena se repetia, ainda, em pelo menos outros dois pontos de lazer em Belém. O Espaço São José Liberto, onde funciona o polo joalheiro, também detinha uma placa de “fechado” durante a segunda-feira. O local não abriu desde o dia 11 e o funcionamento só retornará depois do dia 14. Outro espaço muito utilizado por famílias com crianças, a Praça do Horto Municipal também estava fechada.

Por garantir livre acesso, o Portal da Amazônia foi procurado por algumas pessoas que permaneceram em Belém. Apesar do movimento, pela manhã apenas o quiosque da Guarda Municipal se encontrava aberto. Todos os demais, que normalmente oferecem lanches e bebidas, estavam fechados. Quem praticava exercícios ou passeava pelo local não podia contar nem mesmo com a venda de água para saciar a sede.

O que também chamava a atenção era a grande quantidade de lixo espalhado pelo chão. Em meio à grama ou mesmo na raiz das árvores, garrafas pet, sacos, papéis e cascas de coco estavam jogados. Até mesmo os camburões já estavam repletos de lixo, sem espaço para nenhum saco a mais.

Antônio Pinheiro e a filha Giovana (Foto: Ney Marcondes)

PASSEIO

Apesar das condições do Portal da Amazônia, o militar Antônio Pinheiro, 50 anos, aproveitou o local para passear ao ar livre com a filha Giovana, de 7 anos. “Nesses dias, eu acabei indo a locais mais fechados, que acabam transmitindo mais segurança, como o shopping, a Estação das Docas”, considerou. “Mas hoje (ontem) vim para o Portal. A presença da Guarda Municipal dá uma segurança maior para a gente”.

(Cintia Magno/Diário do Pará)



COMENTÁRIOS mode_comment