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Vendedor ameaça passageiros que se recusaram a dar dinheiro para ele

POSTADO EM: Quinta-Feira, 11/01/2018, 19:39:33
ATUALIZADO EM: 11/01/2018, 21:35:46

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Divulgação

Como se não bastasse enfrentar os intermináveis engarrafamentos, passageiros do ônibus da linha “Paar/Ceasa” passaram por momentos de pânico no início da noite desta quinta-feira (11) depois que um homem, que inicialmente subiu pra vender bombons, fez ameaças depois de não ter tido retorno nas vendas.

Uma passageira, que pediu para não ser identificada, relatou que o homem subiu com permissão do motorista, alegando que queria vender bombons. “Ele se identificou como ex-cobrador e que vivia de benefício por causa de uma hérnia. Ele tentou vender algumas coisas e pediu ajuda financeira de qualquer valor, mas poucas pessoas ajudaram; ele se irritou e começou a ameaçar”.

As ameaças só não foram concretizadas porque o homem não estava armado e os passageiros, apesar de intimidados, conseguiram chamar a atenção de alguns policiais que faziam ronda em frente a um shopping na BR-316.

(Foto: Arquivo/Diário do Pará)

“Ele ficou dizendo que iria dar chute em todo mundo que fosse descer na parada da BR. Que, se tivesse uma arma, já teria matado ele e os outros. No começo ele falou que fazia as vendas para ajudar pessoas carentes em prol de uma igreja, mas a gente acha que é papo furado”, relatou uma outra passageira, que também pediu para não ter a identidade revelada.

Três PMs abordaram o homem, que negou as acusações e justificou que subiu no coletivo para vender produtos. Mais tarde ele foi liberado apenas com uma advertência. O oficial do 1º Batalhão orienta que em casos como esses é recomendável que a pessoa mantenha a calma e comunique uma unidade policial.

As duas entrevistadas foram questionadas sobre o que achavam das permissões concedidas pelos motoristas para os vendedores ambulantes. A primeira respondeu que já ficava sobressaltada por conta do último assalto vivido. Enquanto que a segunda alegou que, até então, nunca teve problemas, mas que agora teme pela própria vida.

Mas e você, internauta, o que acha da livre circulação dos vendedores dentro dos ônibus? Já passou por uma situação parecida? Conta pra gente!

(Fernanda Palheta/DOL)



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