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Adolescente pede ajuda para realizar cirurgia bariátrica

POSTADO EM: Sábado, 14/10/2017, 09:05:34
ATUALIZADO EM: 14/10/2017, 09:05:34

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Mauro Ângelo

Aos 14 anos, Carlos Cristian Santos Silva, não sabe exatamente quanto pesa e nem o que fazer para perder peso. Sua única certeza é de que já passou dos 300 quilos ainda na adolescência. As dietas feitas em casa não têm resultados. Sem frequentar a escola- temendo bullying- ele não convive com pessoas de sua idade e passa dia e noite deitado numa cama. Carlinhos, como é chamado por todos, mora com a sua avó de aluguel em uma casa de dois cômodos, no bairro do Guamá, em Belém.

O garoto nasceu com peso normal, no entanto, aos seis meses, passou a ganhar peso descontroladamente, e, logo, foi diagnosticado obeso mórbido. Ainda bebê, o excesso de peso de Carlinhos chamou atenção da imprensa e virou notícia em rede nacional. Com ajuda de uma apresentadora de TV e de alguns empresários, ele passou fazer tratamento no Hospital das Clínicas de São Paulo. Durante o acompanhamento, ele viajava a cada seis meses de Belém para a capital paulista para as consultas. Os médicos previam que se o tratamento continuasse, aos 12 anos, o menino poderia fazer uma cirurgia bariátrica - a redução de estômago. Pois já teria perdido peso suficiente para passar pelo procedimento cirúrgico. Mas, a realidade foi outra: com esta idade, o garoto media 1,62 de altura e pesava 166 quilos, indicando o IMC (Índice de Massa Corporal) 63,25, obesidade mórbida grau 3 e mais: sem assistência médica. A avó de Carlinhos, a funcionária pública municipal, Vilma Santos, 53, relata que até hoje o motivo pelo qual o tratamento parou de ser oferecido não ficou claro.

“Me disseram que ligaram de Belém para o programa dizendo que ele ia se tratar por aqui. Mas não foi isso que aconteceu”, garante. Desde 2012, Carlinhos não tem acompanhamento médico e a doença avança. Hoje a família do adolescente estima que ele pese mais de 300 quilos, pois a última vez que pisou em uma balança, no ano passado, passava dos 250.  “Perdemos a ajuda, e não temos a quem recorrer para ele fazer a bariátrica”, diz a avó, emocionada.

Devido ao excesso de peso, o colchão de sua cama fica fundo, e precisa ser trocado a cada três meses. O adolescente, que quase não consegue andar, tem saudade da escola, que deixou de frequentar este ano, pois era vítima de bullying.“ Parei no 8° ano. Alguns funcionários e alunos ficavam fazendo piadas de mim”, conta. A Escola Estadual de Ensino Fundamental Frei Daniel, no Guamá, que Carlinhos estudava, também não tem infraestrutura para dar suporte ao garoto. “Ficava espremido na cadeira. Era quase impossível assistir aula apertado, com a metade do corpo para fora”, detalha.

TRATAMENTO

O sonho de Carlinhos é voltar a fazer o tratamento, emagrecer e ter uma vida como um adolescente normal. “Só quero andar, correr, jogar bola e ir à escola”, espera. Para a avó do garoto, Vilma, que o cria desde bebê, a cada dia a situação tem ficado pior. “Pagamos aluguel, não temos condições de pagar uma escola particular. Espero que antes do Círio um milagre aconteça”, torce Vilma.

Em nota, Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que oficialmente não recebeu informações sobre o caso de Carlinhos na Escola Estadual Frei Daniel. No entanto, a Seduc garante o direito do aluno de estudar na instituição. A secretaria afirmou que ouvirá os responsáveis pelo estudante e os gestores da escola.

DEPÓSITOS

Quem puder ajudar no tratamento de Carlinhos, basta depositar qualquer quantia na Caixa Econômica Federal, em nome de Vera Lúcia dos Santos, agência 1578-013, conta 102347-9 ou entrar em contato com a família, pelo número 9812-5068.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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