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(Foto: Mauro Ângelo)

Buracos causam acidentes fatais na Mário Covas

Quinta-Feira, 15/06/2017, 07:45:13 - Atualizado em 15/06/2017, 09:04:55

Um acidente fatal ocorrido na rodovia Mário Covas, que cruza os limites entre as cidades de Belém e Ananindeua, na última terça-feira (13), evidenciou as condições precárias da via. Sylki Uchoa estava de moto a caminho do supermercado em que trabalha, na rodovia Augusto Montenegro, quando esbarrou em um buraco no trecho entre a avenida Independência e Augusto Montenegro. Com isso, a moto colidiu com uma carreta e o condutor perdeu a vida.

O caso, no entanto, não foi o primeiro. Moradores indignados relatam que os acidentes são comuns na rodovia. Um morador de um condomínio localizado na região, que preferiu não se identificar, relata que 3 dias atrás um carro caiu de cima de um caminhão cegonha, que não conseguiu desviar de um buraco. A pedagoga Dilma Sanches, 45, também moradora da área, comenta que a recorrência de acidentes dificulta até a visita de parentes e amigos. “Carros de amigos meus já ficaram no prego várias vezes por causa desses buracos”, reclama.

PREJUÍZOS

Até os gastos com manutenção de quem usa automóveis para trafegar pela via são impactados. O carro de José Luiz, 38, corretor, já está com a suspensão danificada por causa dos impactos. O mototaxista Elano Nascimento, 34, tem, constantemente, de mandar consertar a roda de sua motocicleta. “Mando ajeitar e três dias depois já deu problema de novo, dinheiro jogado fora”, lamenta.

Mas os problemas não se limitam aos buracos. O ciclista Maciel Pires, 34, reclama da falta de uma ciclofaixa o que o obriga a andar pela calçada ou até se arriscar na própria pista, já que as calçadas são cheias de mato e lixo e certos trechos são intrafegáveis. “A insegurança também é grande, tem muito assalto. Tenho vários amigos que já perderam suas bicicletas ao andar por aqui”, relata.

O vendedor André Miranda, de 30 anos, que há três anos mora em um condomínio na rodovia reclama da falta de iluminação. “A noite fica muito escuro e perigoso. Além dos buracos que são muitos e não dá pra enxergar”, aponta. Falta de opções de linhas de ônibus também seria um problema, segundo Miranda.

(Arthur Medeiros)





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