Mulher morre após ser 'embalsamada viva' durante cirurgia

POSTADO EM: Quinta-Feira, 12/04/2018, 07:20:05
ATUALIZADO EM: 12/04/2018, 07:20:05

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Reprodução

Uma mulher morreu em um hospital, na Rússia, depois que os médicos que a tratavam trocarem o soro que ela recebia na veia por uma solução de formaldeído, usada para embalsamar cadáveres e impedir que os corpos entrem em decomposição.

Segundo parentes, Ekaterina Fedyaeva, 28, havia sido diagnosticada com cistos nos ovários. A russa foi avisada de que teria de passar por um procedimento cirúrgico por laparoscopia para remover os  cistos. Por isso foi internada na Clínica Mayo, em Ulyanovsk, cidade no oeste da Rússia, de acordo com informações do canal de TV estatal RT.

De acordo com a agência de notícias estatal Tass, o erro médico foi cometido durante a cirurgia. A equipe médica ainda tentou lavar a cavidade abdominal de Fedyaeva, mas era tarde demais. A russa foi embalsamada viva e acabou morrendo. Ela ainda foi levada a um hospital de Moscou, depois de reclamar de dores fortes, ter convulsões e entrar em coma.

Fedyaeva sofreu várias paradas cardiorrespiratórias e morreu de falência múltipla de órgãos.

Segundo o jornal "Washington Post", familiares e amigos descreveram Fedyaeva como sendo uma jovem "doce" e "carinhosa" que morreu cedo demais.

O ministro da Saúde da região de Ulyanovsk, Rashid Abdullov, chamou o erro médico de "uma tragédia terrível".

"Minhas mais profundas condolências à família, parentes de Ekaterina Fedyaeva. Daremos toda a ajuda necessária à família. Os responsáveis pela tragédia já foram identificados, e a agência de investigação segue trabalhando no caso", Abdullov escreveu no Twitter.

Abdullov contou que as investigações preliminares concluíram que a equipe médica não leu o rótulo do produto dado a Fedyaeva durante a operação.

O governador de Ulyanovsk, Sergey Morozov, e autoridades locais abriram uma investigação criminal sobre o incidente. O médico responsável pelo hospital onde o erro ocorreu, assim como outros membros da equipe, foram demitidos. Se condenado, o médico poderá ser preso.

(Com informações do UOL)



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