GASTRONOMIA

Comida boa: Estrela Azul tem sabores exclusivos

POSTADO EM: Sexta-Feira, 26/10/2018, 08:17:40
ATUALIZADO EM: 26/10/2018, 08:23:49

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Pedro Guerreiro/Diário do Pará

O segundo dia do Festival Estrela Azul, ontem, superou expectativas e proporcionou ao público que foi a um dos 26 restaurantes participantes uma experiência única no universo da culinária local. A promoção do DIÁRIO começou na última quarta-feira e segue até o dia 18 de novembro. Nesse período, 26 dos melhores restaurantes de Belém servem um cardápio exclusivo, composto de entrada, prato principal e sobremesa, no valor de R$49,90.

“O Festival sempre é sucesso. Na primeira edição também tivemos muito sucesso nas vendas, tanto que por isso eu participei novamente. Quando me disseram, já comecei a pensar num prato legal e aqui estamos novamente”, conta a chef e proprietária do restaurante Lá em Casa, Daniela Martins. Para este ano, Daniela utilizou elementos da culinária regional e um toque nordestino para criar um sabor único, que tem caído no gosto dos clientes.

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“Todo mundo sabe que a moqueca, embora baiana, tem uma demanda grande. Então eu brinquei de desconstruir a moqueca. Eu faço um arroz com molho de moqueca e coloco o peixe, mas não descuido do lado paraense. Minha entrada é com macaxeira, o bolo leva cupuaçu. Tem que ter o toque regional”, detalha.

A mistura da cozinha baiana agrada a clientela. “A experiência foi bem positiva. Para quem é de fora, o sabor é muito original e gostoso. Tudo aprovado. Esse diferencial do festival, que agrega a qualidade ao preço justo faz com que muitas pessoas possam experimentar a culinária da região e por um valor acessível. Por causa disso, eu pretendo visitar outros restaurantes até o final do evento”, diz a turista de Mato Grosso, Bruna Keiko.

FILHOTE

Outro participante que tem se destacado na criação de receitas com forte identidade regional é o Point do Açaí, que esse ano apostou na nobreza do nosso “filé” das águas doces. “Resolvi colocar o nosso melhor peixe, o filhote, que é nobre e vende bastante. Daí surgiu o prato, com molho do tucupi e jambu. Usamos também a farinha de Bragança e, na sobremesa, o tradicional açaí”, detalha o proprietário Nazareno Alves.

O movimento intenso de novos e antigos clientes fez com que ele aproveitasse o festival para introduzir novos ingredientes no próprio cardápio. “A gente não foge do açaí, que é o carro-chefe, mas também aproveitamos para divulgar outros, como a unha de caranguejo e o bolinho de maniçoba”, conta.

(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)



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