INFÂNCIA

Autismo: psicóloga explica os sintomas do transtorno que atinge uma em cada 60 pessoas

POSTADO EM: Terça-Feira, 10/04/2018, 14:12:31
ATUALIZADO EM: 10/04/2018, 14:22:54

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 1% da população mundial ou um em cada 68 indivíduos apresenta algum transtorno do espectro autista - nome oficinal do autismo, e a discussão do tema está mais abrangente a cada ano. 

De acordo com a psicóloga Sarah Lopes, do Hapvida Saúde, o autismo é um transtorno global do desenvolvimento, ainda de origem desconhecida. “Existem algumas teorias quanto às causas, mas, nenhuma ainda confirmada. Este transtorno afeta especialmente a capacidade comunicativa das crianças”, explica. 

Os níveis da patologia estão divididos em leve, moderado e grave, sendo os mais conhecidos o Autismo Infantil e a Síndrome de Aspeger. Os sinais do autismo, quando leve ou moderado, costumam ser percebidos em idade escolar ou quando há um atraso na linguagem oral durante a infância.

“Casos mais graves podem ser diagnosticados mais cedo considerando alguns sinais: ausência de interesse nos adultos, não reconhecimento dos pais ou de seu próprio nome, restrição alimentar seletiva e atraso no desenvolvimento motor. Quando a criança é maior, podemos observar as dificuldades para expressão de sentimentos, linguagem simbólica (fantasiar em brincadeiras, como brincar que fala ao telefone, casinha, carrinho), para aceitar regras e complicações no processo de aprendizagem”, descreve a psicóloga.

O diagnóstico acontece com a avaliação clínica de um psiquiatra infantil ou neuropediatra, que se baseia na análise dos sintomas citados acima, além da realização de outros exames complementares que, apesar de não identificarem o transtorno, servem para verificar a existência de duas ou mais doenças em simultâneo e/ou relacionadas.

O tratamento, normalmente multidisciplinar, consiste em permitir a compreensão linguística da criança, auxiliar sua expressão simbólica e possibilitar seu desenvolvimento cognitivo e motor. “Dependendo da gravidade, o uso de medicação pode ser indicado”, conclui. 

(Com informações do Hapvida Saúde)



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