Médium João de Deus se manifesta sobre acusação de abuso sexual

POSTADO EM: Sábado, 08/12/2018, 13:25:15
ATUALIZADO EM: 08/12/2018, 14:49:25

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Divulgação/Site Oficial

Após ser acusado de abuso sexual por pacientes, João Teixeira de Faria, um dos mais famoso médium do Brasil, também conhecido como João de Deus, se manifestou, através de nota, sobre o caso. Os abusos sexuais, que foi assunto do programa "Conversa com Bial" da última sexta-feira (7), teriam sido cometidos quando as mulheres procuraram os serviços da Casa de Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde ele atende milhares de pessoas que vão em busca de cura espiritual. Os frequentadores são brasileiros e de fora do país.

Através de nota, enviada pela assessoria de imprensa do médium ao programa, ele negou as acusações. “Há 44 anos, João de Deus atende milhares de pessoas em Abadiânia, praticando o bem por meio de tratamentos espirituais. Apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos", afirma a resposta.

Casa de Dom Inácio de Loyola

A Casa de Dom Inácio de Loyola foi criada por João de Deus no ano de 1976, na cidade de Abadiânia, situada a 103 km de Brasília, na rodovia que liga a Capital Federal a Goiânia, e é o local onde o médium cumpre sua missão de cura espiritual.

Segundo definição que consta no site oficial da casa, mesmo seguindo os princípios da Doutrina Espírita, a Casa funciona como hospital espiritual e templo ecumênico, onde todos são bem vindos, independentemente de suas convicções ou crenças religiosas.

No local trabalham diferentes entidades espirituais que ajudam na parte física, emocional e espiritual. O atendimento não tem custo, sendo cobrado apenas a medicação, caso esta seja receitada pela Entidade.

(Foto: divulgação/Site Oficial)

Os pacientes devem usar roupas brancas, incluindo crianças, mas ninguém deixa de ser atendido caso esteja usando roupas de outra cor.

A “Casa de D. Inácio” é formada pelo “Centro Espírita D. Inácio”, pelo “Laboratório D. Inácio” e pela “Lanchonete D. Inácio”: o primeiro faz os trabalhos de curas espirituais, onde as entidades muitas vezes prescrevem medicamentos à base de passiflora. A Casa pagava para um laboratório fazer os medicamentos prescritos, mas resolveu montar, com farmacêutico próprio, o “Laboratório D. Inácio”, que atende aos pedidos das receitas, além de gerar renda, juntamente com a “Lanchonete D. Inácio”, para sustentar a folha de pagamento com os 42 funcionários com carteira assinada, e as despesas correntes da instituição.

O caso

Em entrevistas ao jornal O Globo e ao jornalista Pedro Bial - exibidas na madrugada deste sábado (8) na TV Globo - mulheres acusaram o médium João de Deus de abusos sexuais que teriam sido cometidos quando elas procuraram a cura espiritual na Casa de Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde ele atende milhares de brasileiros e estrangeiros todas as semanas.

Segundo O Globo, 12 mulheres denunciaram que foram abusadas pelo médium - seis delas foram ouvidas pelo jornal. Ao todo, Bial e a repórter Camila Appel entrevistaram dez mulheres e ouviram relatos parecidos.

Os depoimentos ao programa "Conversa com Bial" são de três brasileiras que pediram para não serem identificadas e da coreógrafa holandesa Zahira Lieneke Mous, a única que aceitou mostrar o rosto. As mulheres que denunciam as agressões sexuais contam que foram escolhidas para consultas particulares, tratadas como se fossem especiais e levadas para um cômodo acessado por uma porta lateral do imóvel onde acontecem os atendimentos. O oferecimento de cristais após os abusos era prática comum, segundo os depoimentos.

(DOL com informações do site oficial da Casa de Dom Inácio de Loyola)



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