MORRO PÃO DE AÇÚCAR

Piloto de barco diz que foi sequestrado por traficantes para resgatar armas

POSTADO EM: Terça-Feira, 12/06/2018, 15:52:39
ATUALIZADO EM: 12/06/2018, 15:52:39

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Divulgação Polícia Civil

Um piloto de um barco afirmou que foi sequestrado por traficantes cariocas para ajudá-los a resgatar armas abandonadas na mata do Morro do Pão de Açúcar, na cidade do Rio de Janeiro. O piloto foi uma das pessoas detidas durante uma operação policial, na madrugada desta terça-feira (12), na Baía de Guanabara.

O armamento, que pertencia à facção Terceiro Comando, teria sido deixado para trás quando os criminosos da mesma facção fugiam do Morro da Babilônia. Eles teriam ido até à favela para apoiar a quadrilha local que tentava impedir uma invasão do Comando Vermelho.

As imagens mostram ainda um criminoso do Chapéu Mangueira, que fica ao lado da Babilônia, afirmando que foi obrigado a acompanhar o grupo. A polícia investiga se ele foi levado como guia já que conhece melhor a região e a localização do paiol. Os policiais tentam descobrir quem é o dono da embarcação, que partiu de Niterói.

"Eu sou da Gigóia, os caras me usaram para eu poder voltar para a casa. Estou sendo sincero com o senhor", diz o piloto, um dos detidos. "Eu sou doido pra voltar para casa, entendeu?", diz o homem.

As imagens mostram os policiais, ainda no mar, no momento em que eles abordaram os bandidos que voltavam já com o armamento recolhido, perto da Praia Vermelha.

Segundo o delegado Marcus Amin, os cinco policiais que participaram da operação já investigavam o grupo e estavam em Niterói quando receberam a denúncia, o que permitiu interceptar o carregamento.

Os policiais requisitaram a ajuda de um barqueiro para ir atrás dos suspeitos e prendê-los.

“Estávamos numa operação em Niterói e fomos a um cais onde requisitamos administrativamente uma embarcação e, consequentemente, o responsável por ela para que a pilotasse. A requisição administrativa em caso de urgência está na Constituição Federal. É o interesse coletivo que se sobrepõe ao particular. Obviamente, se acontecesse alguma coisa, o estado arcaria”, disse o delegado Amin.

Nas imagens divulgadas pela polícia, há fuzis de modelos diferentes dentro da embarcação, que teriam sido deixados no meio do mato. Havia ainda pistolas e munição.

De acordo com a polícia, foram cinco fuzis calibre 762, cinco granadas, três pistolas de origem americana, grande quantidade de munição e carregadores de fuzil.

Na sexta-feira (9), houve intensa troca de tiros entre policiais e bandidos na mata perto do Pão de Açúcar, que tentavam escapar do cerco policial pela região do ponto turístico. Pela primeira vez, o bondinho teve seu funcionamento interrompido por cerca de quinze minutos em razão da falta de segurança. Sete suspeitos foram mortos durante os confrontos, e os corpos foram encontrados no domingo.

(Com informações do portal Extra)



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