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(Foto: divulgação)

Ouça o trecho de Joesley e Temer falando de Cunha - Brasil |

Quinta-Feira, 18/05/2017, 21:09:54 - Atualizado em 18/05/2017, 23:09:53

No áudio liberado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no fim da tarde desta quinta-feira (18), o delator Joesley Batista, dono da JBS, mantém um diálogo com o presidente Michel Temer, em março deste ano, que foi acusado de ter dado aval para a compra de silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha.

A notícia foi divulgada na noite de quarta-feira (17) e pegou todos de surpresa. Na tarde hoje, às 16h, o presidente Michel Temer fez um pronunciamento em rede nacional, onde afirmou que não pretende renunciar.

"Não renunciarei. Repito: não renunciarei", disse Temer. "Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Esta situação de dubiedade ou de dúvida não pode persistir por muito tempo. Se foram rápidas nas gravações clandestinas, não podem tardar nas investigações e na solução respeitantemente a estas investigações."

Ouça o trecho onde Joesley Batista e Michel Temer falam sobre Eduardo Cunha.

Confira também o áudio na íntegra e uma transcrição a partir de 9:37 até 13:17.

Joesley - Queria primeiro dizer que estamos juntos aí. O que o senhor precisar de mim, viu? Me fala. Mas eu queria te ouvir um pouco, presidente. Como é que o senhor tá nessa situação toda? O Eduardo [Cunha], não sei o quê, a Lava Jato...

Temer - O Eduardo [Cunha] resolveu me fustigar. Você viu que eu não tenho nada a ver com a defesa. O [juiz Sérgio] Moro indeferiu 21 perguntas dele que não tem nada a ver com a defesa dele. Eu não fiz nada. [inaudível]

Joesley - Eu queria falar assim... Dentro do possível, fiz o máximo que deu ali. Zerei tudo o que tinha de alguma pendência daqui para ali, zerou tudo. E ele foi firme, em cima, e já estava lá, veio, cobrou, tal, tal, tal. Pronto. Acelerei o passo e tirei da fila. [inaudível] O outro menino, companheiro dele que tá aqui, né? [inaudível] O [ex-ministro] Geddel [Vieira Lima] sempre estava... [inaudível] O Geddel é que andava sempre ali, mas o Geddel também, com esse negócio, eu perdi o contato porque ele virou investigado, agora eu não posso encontrar ele.

Temer - É, cuidado, tá complicado. Vai com cuidado. [inaudível]

Joseley - Agora, o negócio dos vazamentos. O telefone lá [inaudível] com o Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio, tangenciando a nós, e não sei o quê. Eu estou lá me defendendo. Como é que eu, o que é que eu, mais ou menos, dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo [inaudível].

Temer - Tem que manter isso, viu? [inaudível]

Joesley - Todo mês, também, eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado aqui, assim, no processo [inaudível] É, investigado. Eu não tenho ainda denúncia. Então, aqui eu dei conta de um lado do juiz, então eu dei uma segurada. Do outro lado do juiz substituto que é um cara que ficou.

Temer - Está segurando os dois.

Joesley - É, estou segurando os dois. Então, eu consegui um procurador dentro da força tarefa que também está me dando informação. Lá que eu estou para dar conta de trocar o procurador. Se eu der conta tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal, e o lado ruim é que se vem um cara com raiva ou não sei o quê. [inaudível]

Joesley - O que tá me ajudando, tá bom, beleza. Agora o principal é o quê? É o Moro. Ele é o que tá me investigando. Eu consegui colar um [informante] no grupo, agora eu tô tentando trocar [inaudível] Então tá meio assim, ele saiu de férias, ficou até preocupado porque saiu um burburinho de que iriam trocar ele, não sei o quê, ficou com medo [inaudível] Então eu tô me defendendo, aí. Tô me segurando e tal, com os dois lá. Tá tudo bem.

(DOL)


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