BELÉM 403 ANOS

De Paulo Isidoro a Cachorro zagueiro: DOL relembra 'causos' da bola na capital paraense

POSTADO EM: Sexta-Feira, 11/01/2019, 13:37:08
ATUALIZADO EM: 11/01/2019, 13:56:12

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Mário Quadros / Diário do Pará

Neste sábado (12), a capital paraense completa 403 anos de fundação e em meio aos pontos turísticos, sabores e encantos de Belém, o futebol não poderia ficar de fora, não somente por clubes de tradição como Remo, Paysandu e Tuna, mas como também casos da bola que tiveram a capital paraense como palco.

Nisso, o DOL resolveu relembrar alguns “causos” ocorridos na cidade. Confira:

1 – União: Parece ser mentira, mas houve um dia em que remistas e bicolores dividiram o mesmo espaço na arquibancada e não era jogo da seleção brasileira. Em 1985, o Mangueirão teve a final da Taça de Prata (Atual Série B), entre Tuna X Goytacaz-RJ e o estádio inteiro vibrou com o primeiro título nacional do estado, conquistado pela Tuna com uma vitória por 3 a 2.

 

2 – Gol e alambrado abaixo: Durante a campanha do título brasileiro do Paysandu de 1991, um jogo chamou atenção. A partida contra o ABC-RN no estádio da Curuzu teve um lance histórico onde Cacaio recebeu cruzamento e de letra marcou um golaço. A Fiel foi à loucura e o alambrado que ocorre o gol veio abaixo com tamanha festa.

 

3 – Rota Internacional: A presença do Paysandu na Copa Libertadores de 2003 deixou a torcida eufórica, apesar dos horários das partidas serem no fim da tarde. O que ninguém esperava era ver o Mangueirão lotado diante do Boca Juniors-ARG, nas oitavas de final e mesmo vencendo fora de casa por 1 a 0, o time argentino reverteu a vantagem e garantiu uma vaga na sua busca pelo título sul-americano.

 

4 – Partiu, Madrid: De novo o Paysandu, mas o centro das atenções era o Santos-SP e o atacante Robinho. Mangueirão com casa cheia viu o último jogo do jogador antes de se apresentar ao Real Madrid-ESP. O Papão bem que tentou estragar a festa, mas o Peixe venceu por 3 a 2, em 2005.

5 – Eliminação traumática e dolorosa: Em 1996, o Remo enfrentava o Corinthians-SP pela Copa do Brasil e o Mangueirão estava dividido em azul marinho e preto/branco. Junior abriu o placar para os remistas, mas ninguém esperava o gol contra do atacante Castor nos acréscimos e isso foi a salvação do Timão, que garantiu vaga para a próxima fase do torneio. Restou ao jogador, o consolo do país inteiro, até da atriz global Patrícia Pillar.

 

6 – Quase Artilheiros do Brasil: Remo e Paysandu tiveram seus momentos de glória na Série A, não somente por campanhas e sim por jogadores. Em 93, em grande fase no Remo, Ageu Sabiá brigou pela artilharia da competição, mas perdeu para Edmundo, que foi vital para o título do Palmeiras-SP. Em 2005, Robgol era esperança do Paysandu, mas foi ultrapassado por Romário, que foi artilheiro do Brasileirão daquele ano pelo Vasco-RJ.

7 – Briga anula gol decisivo: Em 2000, Remo e Paysandu disputavam o último clássico no antigo Mangueirão. O jogo estava empatado em 1 a 1 quando Robinho deu um chapéu no zagueiro bicolor e marcou um golaço para festa da torcida azulina, mas o árbitro anulou, pois enquanto o Remo marcava, um jogador do Paysandu e um radialista foram para a porrada dentro de campo.

 

8 – RexPa, chuva e cachorro: Em 2014, Remo e Paysandu disputavam o primeiro jogo da final do turno do Parazão. O jogo ficou no empate, mas o barato do jogo foi um cachorro, que invadiu o gramado e parou um ataque perigoso do Remo no fim do jogo. O caso ganhou repercussão nacional.

9 – Criação marajoara: A seleção brasileira não joga em Belém desde 2011 quando enfrentou a Argentina. A torcida paraense lotou o Mangueirão e mais do que isso: cantou o hino nacional à capela e isso acabou ganhando os estádios do país durante a Copa de 2014, mesmo sem a presença da capital.

 

10 – Onde Jesus Nasceu: A série fecha com o caso mais hilário do futebol. O atacante Paulo Isidoro veio à Belém com o Atlético-MG, em um jogo contra o Remo pela Taça de Ouro. Ao chegar em Belém, o jogador declarou a frase. “É uma honra muito grande jogar onde Jesus nasceu”. A frase ganhou o país inteiro.

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(Diego Beckman/DOL)

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