NOVA TEMPORADA

Técnico do Paysandu quer pouco papo e mais futebol

POSTADO EM: Sábado, 05/01/2019, 10:27:06
ATUALIZADO EM: 05/01/2019, 10:33:47

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Fernando Torres/Paysandu

O técnico João Brigatti concedeu, ontem, a sua primeira entrevista em sua volta ao comando do Paysandu na temporada 2019. No bate-papo com os repórteres, ocorrido antes do treino da tarde, na Curuzu, e após a atividade da manhã, no campo do Kasa, em Ananindeua, ele afirmou estar vendo a reforma implantada no elenco do clube como algo natural.

“Com a tragédia que aconteceu com o Paysandu, caindo para a Série C (do Brasileiro), não poderia ser diferente uma reformulação total (do elenco). Temos de ter discernimento de saber que começa um novo ano, com novas contratações, comissão técnica nova, pensamento novo e em busca de resultados positivos que a gente vai”, discursou. 

“Quanto menos se falar aqui e mais se trabalhar é o que se faz necessário e é o que já estamos fazendo”, afirmou o treinador, que agora tem a chance de iniciar a temporada, visto que em 2018 pegou o “bonde andando”, como se diz.

Brigatti informou que o desejo dele e dos jogadores é dar o máximo de padrão de jogo ao time no curto espaço de tempo que o grupo tem para se preparar até a estreia no Estadual, dia 23, contra o São Francisco, na Curuzu. “Acho que esse é o maior desafio. A partir daí é busca as vitórias, busca as conquistas que o Paysandu merece”, sinalizou o técnico. Ele contou que as novas aquisições do clube saíram de forma consensual entre ele e os dirigentes do departamento de futebol. “Foi de comum acordo”, ratificou. “A gente precisava de jogadores guerreiros, mesmo que não tivessem grandes nomes no mercado”, arrematou Brigatti.

Rogerinho corre risco de sofrer injustiça

De férias em sua cidade de origem, São Carlos, no interior de São Paulo, um dos profissionais mais vitoriosos da história recente do Paysandu, o ex-meio-campista Rogerinho, corre o risco de retornar a Belém neste final de semana para protagonizar, caso ocorra, uma das maiores injustiças que seria feita dentro do clube: o afastamento dele da agremiação, após quase 20 anos de casa. Durante esse tempo, como jogador, Rogerinho, sagrou-se nada mais, nada menos que sete vezes campeão paraense pelo clube. E não são apenas os títulos locais que compõem a galeria de conquistas do ex-meia.

Rogerinho também esteve presente nos dois títulos da Série B do Brasileiro (1991 e 2001) conquistados pelo Paysandu. O ex-atleta deixou para sempre seu nome cravado na principal conquista da centenária história bicolor, ao ajudar a levantar a taça de Campeão dos Campeões, em 2002, que deu direito ao Papão de disputar a Taça Libertadores, feito inédito entre os clubes da Região Norte do qual Rogerinho também participou, assim como da conquista da Copa Norte.

Na função de auxiliar-técnico, assumida após pendurar as chuteiras, Rogerinho, de 2013 a 2017, pôde trabalhar ao lado de diversos treinadores renomados, entre eles, Givanildo Oliveira, Gilmar Dal Pozzo e Wagner Benazzi. Quando chamado a ocupar a função de treinador interino, em dez oportunidades, venceu seis jogos, empatou dois e perdeu dois. Durante o tempo de Curuzu, o ex-atleta procurou se qualificar, formando-se em Educação Física e participando de curso na CBF.

“Se colocarem ele na rua será uma das maiores injustiças já feitas dentro do Paysandu”, disparou um dirigente histórico bicolor e ainda com voz bastante ativa nos bastidores do Papão e que pediu anonimato. A reportagem tentou contato com Rogerinho, sem sucesso.

(Nildo Lima/Diário do Pará)



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