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Ex-mandatário do Leão contesta decisão da Assembleia Geral, que liberou a Chapa 10

POSTADO EM: Quarta-Feira, 07/11/2018, 08:20:23
ATUALIZADO EM: 07/11/2018, 08:40:13

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Mário Quadros/Arquivo

Quem achou que o imbróglio no Clube do Remo relativo às eleições presidenciais, que tem se arrastado há quase um mês, com foco na possível anulação da participação da chapa encabeçada por Manoel Ribeiro, já estaria resolvida após o aval da Assembleia Geral, provavelmente se precipitou. Isso porque, na noite da última segunda-feira, a “onda” ganhou mais um episódio, desta vez, com a presença do ex-presidente da agremiação, André Cavalcante, que formalizou representação ao Conselho Deliberativo (Condel) contra a decisão monocrática que o presidente da A.G., Robério D’Oliveira, tomou, ao liberar a Chapa 10 para o pleito deste sábado (10).

Desde que foi encaminhada à instância final da instituição, ou seja, a Assembleia Geral, no dia 23 de outubro passado, o pedido duplo de impugnação protocolado pelo sócio-remido Antonio Alexandre Câmara Monteiro, teve análise direta por parte de Robério D´Oliveira. Porém, André Cavalcante, com base no estatuto da instituição, reiterou que a decisão precisaria contar com a participação dos sócios que compõem a Assembleia Geral. Sendo assim, Cavalcante pede ao Condel que a decisão se torne sem efeito e que Robério seja afastado preventivamente das suas funções. 

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Como Cavalcante, no documento, solicitava uma resposta em até 24h do Condel, prazo que expirou por volta das 20h de ontem, o caso pode parar na Justiça Comum.

“Não restará alternativa que não a Justiça Comum para garantir a defesa do estatuto do clube e, assim, os direitos dos sócios”, ponderou, em postagem nas redes sociais. Durante todo o dia de ontem, a reportagem não obteve retorno de nenhum dos envolvidos no caso para explicações. Até às 20h, nada tinha sido oficializado. 
Mais uma vez, portanto, as eleições azulinas correm o risco de ser adiadas. Já que, a depender da decisão do Condel, pode ser que ocorra nova votação por parte da A.G., mas desta vez com a presença dos associados, que poderão optar pela anulação da chapa 10. Assim como um possível afastamento de Robério também levará a este fim, já que ele concorrerá à reeleição na A.G. no pleito de sábado. Em todos os cenários, parece inevitável a entrada em campo da Justiça Comum.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)



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