DOIS LADOS

Mundo azulino está dividido após resultado de assembleia que definiu algumas mudanças

POSTADO EM: Terça-Feira, 02/10/2018, 08:25:13
ATUALIZADO EM: 02/10/2018, 08:25:13

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Maycon Nunes

Na ficção científica “Planeta dos Macacos: o confronto”, o roteiro central do filme de 2014 narra a disputa entre macacos e humanos, após uma tentativa frustrada de reaproximação das partes. O motivo pelo insucesso ocorre especialmente pelos ressentimentos causados em ocasiões passadas, além da disputa de egos. Na vida real, contudo, as narrativas por vezes costumam ser similares ao visto no mundo cinematográfico. Exemplo é o desenrolar da Assembleia Geral na sede social do Clube do Remo, no último sábado (29), para mudanças no estatuto remista.

Assim como na película, a Terra, nesse caso representada pela Nação Azulina, está dividida em dois grupos: o que espera mais flexibilidade e participação do torcedor geral; e o que acredita que as normas precisam ser regidas conforme a sua finalidade inicial. Não à toa, das mais de 40 sugestões, somente 13 foram aceitas para entrar em vigor já a partir desta eleição, que agora passou do dia 10 para o dia 11 de novembro, com a votação para presidente.

O principal motivo do “confronto” foi em cima da votação de duas sugestões consideradas essenciais para a maioria dos remistas. A primeira sugeriu a diminuição do número de conselheiros do Conselho Deliberativo, que hoje elege 100 membros, para apenas 50. De acordo com os torcedores, a grande quantidade de membros é desnecessária. Dessa maneira, a redução no quadro faria com que os eleitos passassem a ter uma atividade mais ativa. A proposta, contudo, foi reprovada.

INSATISFAÇÃO 

No entanto, o que de fato pegou mal entre os remistas, foi à negativa quanto à participação dos sócios-torcedores como votantes, mesmo a partir de dois anos com as mensalidades em dia. A reprovação da proposta foi encarada como retrocesso nas redes sociais, uma vez que o torcedor considerado “comum” é o que o mais ajuda a agremiação no quesito financeiro. Sendo assim, essa seria a principal motivação para a adesão ao programa de sócios-torcedores. 

“É até difícil de acreditar. Essa era a única maneira da torcida geral participar da vida do clube. Eles esquecem que somos nós que compramos ingressos e ajudamos o time quando ele mais precisa. É uma disputa de poder sem fim”, esbravejou Cassio Lima, sócio-torcedor.

O duelo entre remistas, porém, como no filme, parece ter apontado uma luz no fim do túnel. Dentre as emendas aprovadas e relativas ao exercício da gestão, algumas foram vistas com bons olhos, tais como a inelegibilidade de candidatos que não tiverem as contas aprovadas (somente a partir de 2021, já que agora a administração será de triênio) e a composição com dois vice-presidentes com funções determinadas. “Evidentemente que são passos importantes para o futuro do nosso clube. Espero que melhore e que dê frutos positivos”, comentou o presidente Manoel Ribeiro.

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(Matheus Miranda/Diário do Pará)



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