INSATISFAÇÃO

Forma como o Papão perdeu para a Ponte Preta, não foi digerida por Guilherme Alves

POSTADO EM: Quinta-Feira, 09/08/2018, 09:05:10
ATUALIZADO EM: 09/08/2018, 09:55:37

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Fernando Araújo

A goleada diante da Ponte Preta-SP, a maior sofrida pelo time até aqui na Série B do Brasileiro, deixou um rastro de insatisfação geral na Curuzu. Dos torcedores ao técnico Guilherme Alves, ninguém esperava por um vexame tão grande, principalmente pelo fato de a equipe bicolor vir de boas apresentações. Mas a decepção foi tamanha que o treinador, logo após a partida, anunciou que fará mudanças radicais para os próximos jogos do Papão. Alves deu a entender que há até a possibilidade de ocorrer liberação de atletas, que, segundo ele, serão analisados de maneira criteriosa.

O técnico não escondia o seu descontentamento na coletiva, depois da goleada. “Eu nunca senti tanta vergonha num campo de futebol. Não só como parte de uma comissão técnica, seja como auxiliar ou treinador, mas como atleta também. Foi o dia que eu mais me envergonhei dentro de um campo de futebol”, disparou. “Algumas coisas que aconteceram dentro do campo têm que acarretar mudanças. Seja de um lado ou de outro. Se não houver essa mudança de um lado, e eles sabem que eu cumpro o que prometo, vai haver muitas mudanças. Muitas”, avisou.

O fato de o Papão não ter sequer se aproximado da intensidade que ele tanto cobra de seus comandados foi o que mais irritou o treinador. “Disse a eles (jogadores) que em uma derrota como essa não me importa o placar, mas como foi”, salientou Alves. Em seu desabafo, Alves só livrou a cara do lateral Diego Matos, justamente o mais inexperiente do time, recém-saído da base do clube, cujo o contrato foi renovado até 2021. “E digo a vocês que, impressionantemente, o único jogador que não sentiu emocionalmente foi o Diego, um lateral de 20 anos”, destacou.

Alves seguiu nos elogios a Diego. “Foi o único que procurou jogar, que marcou, que se dedicou para não tomar o quinto gol. Foi por conta dele que não tomamos o quinto. Emocionalmente, para mim, foi o único atleta que não sentiu, não se omitiu. Os demais foram emocionalmente muito abaixo. Foi horroroso. É inadmissível perder da maneira que perdemos”, comparou o técnico. Assim como o torcedor, Alves só viu o Papão jogar nos primeiros minutos da partida. “Até o primeiro gol da Ponte Preta, logicamente, o Paysandu foi melhor. Bola na trave, duas faltas frontais, chances de fazer o primeiro gol”, disse.

Elenco promete assimilar a cobrança do técnico

Pouco menos de 24 horas após o pior fiasco apresentado pelo time na Série B, diante da Ponte Preta, o atacante Dionathã, em quem Guilherme Alves depositava grande confiança para a partida, mas que acabou sendo uma senhora decepção, deu razão ao treinador, que soltou os “cachorros” no vestiário após a partida. “O grupo recebe a cobrança de forma positiva para melhorar. O professor é um cara muito experiente, jogou bola também. Acho que a cobrança é importante pra gente melhorar”, declarou. O fato de o time não ter se encontrado frente à Macaca, segundo o jogador, não tira a confiança do grupo no acesso à Série A de 2019.

“O campeonato ainda não acabou. Ainda temos muitas partidas pela frente e vamos brigar lá em cima”, discursou. Diferente de Alves, que livrou a cara do lateral Diego Matos, Dionathã preferiu distribuir entre todos os jogadores a culpa pela goleada sofrida pelo time. “Realmente todo o grupo foi mal, mas vamos continuar trabalhando como a gente vinha trabalhando”, disse.

O fato de o Papão só voltar a jogar no dia 17, fora de casa, contra o Londrina-PR, deverá ser bem aproveitado pelo elenco para assimilar o tropeço sofrido na partida passada e voltar a buscar a reabilitação no Brasileiro. “Esses dias serão muito produtivos”, resumiu. “Agora temos de trabalhar mais, ver o que tem de errado para que a gente possa melhorar”, prosseguiu. Sobre as mudanças prometidas pelo técnico, o atacante comentou: “Tenho certeza de quem entrar vai procurar fazer um bom papel”, previu.

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(Nildo Lima/Diário do Pará)



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