MÁ ADMINISTRAÇÃO

Clube do Remo: não é azar, é amadorismo!

POSTADO EM: Quarta-Feira, 18/07/2018, 08:33:59
ATUALIZADO EM: 18/07/2018, 08:33:59

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Marco Santos

Com o quase certo rebaixamento à Série D do Campeonato Brasileiro, o que levará o Clube do Remo, de fato, ao fundo do poço, alguns assuntos relativos à administração da agremiação voltaram à tona, especificamente no que tange ao planejamento montado para essa temporada, com o foco exclusivo no acesso e na conquista de títulos. 

Todo ano a mesma novela: remistas são demitidos após reivindicarem salários atrasados

Embora restem pela frente quatro jogos para a equipe na Série C, independentemente de uma possível ascensão ou não na tabela, a atual gestão remista, a exemplo das passadas, também ficará marcada pelo insucesso administrativo e pelo fracasso no futebol.

Tendo Manoel Ribeiro à frente, a figura do Marechal é um dos exemplos da má gestão que tem sido a marca do Remo ao longo dos últimos anos. Chefe do Conselho Diretor (Codir) em cinco oportunidades, Manoel nomeou, de forma quase independente, uma direção autônoma para gerir o clube, na tentativa de transferir os problemas e não manchar a sua imagem. Tiro no pé. Embora o começo do colegiado tenha sido animador, a sequência do trabalho mostrou a incompetência que há anos assola o clube.

Em 2007, por exemplo, a mesma cobrança que a torcida faz com os atuais gestores, foi feita. E pasme, assim como nos dias atuais, o foco, também, era em cima de um Ribeiro. Raimundo Ribeiro que, no biênio de 2007/08 conseguiu ser rebaixado com o Leão duas vezes, também já obtivera o título de presidente azulino em outros momentos.

Tal revezamento no comando, com pessoas sem conhecimento profissional para gerir o clube, com pensamento empresarial, descartam por completo a tese de que os bons resultados em campo não aparecem por “azar”.

Matematicamente, a queda pode ser evitada

Para o Remo tentar escapar do rebaixamento, a matemática é simples: precisa vencer no mínimo três, das quatro partidas restantes da Série C, além de secar os adversários. Como a competição está na reta final, o cenário positivo é algo bastante improvável, já que a equipe precisará somar em quatro jogos o que somou em 14. 

Mas, apesar de todos os fatores pesarem contra o objetivo azulino, os jogadores ainda acreditam em final feliz no campeonato. “Enquanto há esperança, a gente precisa lutar. Ainda temos 12 pontos para disputar, cientes que a situação não é fácil. Mas a gente realmente espera buscar os três pontos fora, pra terminar bem essa competição”, disse Rodriguinho.

Ainda de acordo com o meia, apesar do afunilamento da tabela, o Remo precisa pensar jogo a jogo, para chegar livre na rodada final. “Agora o foco é ganhar o próximo jogo. Não tem como a gente fazer cálculos na última rodada. A gente quer vencer o Confiança, trazer a torcida para o nosso lado e voltar com a confiança para sair da competição com a cabeça erguida”, disse

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(Matheus Miranda/Diário do Pará)



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