BRASILEIRO

Sem perspectiva de reação, Artur entrega o cargo de técnico e a vaga deve ser de Netão

POSTADO EM: Terça-Feira, 26/06/2018, 08:10:50
ATUALIZADO EM: 26/06/2018, 08:10:50

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Wagner Santana

As palavras de Artur Oliveira, técnico do Clube do Remo, colocando o seu cargo à disposição da diretoria de futebol da agremiação, após nova derrota na Série C, no domingo (24), foram um prelúdio para a saída dele da função. Antes de a equipe desembarcar na capital paraense, na noite de ontem, Artur decidiu entregar o lugar, algo que foi prontamente acatado pelos cartolas. A agremiação ainda não se pronunciou oficialmente, contudo, de acordo com uma fonte, Artur deverá assinar a sua rescisão ainda hoje. João Nasser Neto, o Netão, que tinha atuado como auxiliar de Givanildo Oliveira e do próprio Artur, é quem irá tocar o barco remista até o fim da Terceirona.

Desde que assumiu o comando técnico, Artur Oliveira não conseguiu conquistar sequer uma vitória com o Remo: foram três derrotas e um empate, em quatro jogos. O último, inclusive, com uma apresentação sofrível. O excesso de mexidas no time titular, com escolhas por jogadores que não renderam nada ao longo do ano, foi um dos detalhes que também não passou batido. Acostumado a dar alegrias para a torcida azulina, dessa vez, Artur deixa o Leão frustrado e da mesma maneira como chegou, com lágrimas nos olhos.

BAGUNÇA

A provável saída de Artur é mais um episódio de despreparo interno no Remo. Com o baixo teor de critério para contratação, o que culminou com a péssima campanha da agremiação em todos os certames interestaduais em 2018, não há perspectiva positiva na Terceirona e o risco de queda é alto.

Na base do “momento”, as medidas adotadas pelos dirigentes na contratação de Artur, assim como na de jogadores aleatórios, como no caso da última safra de reforços, reforça a tese de que o planejamento montado para esse ano, na verdade, nunca existiu. A reportagem entrou em contato por telefone com diretores, presidente Manoel Oliveira e Netão, mas não foi atendida até o fechamento da edição.

Cargo instável: ninguém para no Remo

- Em apenas seis meses, o Remo engata o seu quarto técnico para a temporada. Ney da Matta, Givanildo Oliveira, Artur Oliveira e agora Netão, são os participantes da dança das cadeiras no comando do time. 

É como se cada técnico assumisse o time a cada dois meses.

- Agora, quando a matemática é feita em cima das partidas realizadas pela equipe em 2018, os números são ainda mais impressionantes: um técnico a cada sete dias, pois, nesse ano, o Remo jogou de forma oficial até o momento, 29 vezes.

A difícil missão de fazer o time reagir na Série C 

Com sete partidas restantes pela Série C, algo que dificulta a contratação para um novo treinador e que poderia prejudicar ainda mais a situação do Clube do Remo, João Nasser Neto, deverá ser efetivado como comandante técnico do time no certame. Essa será a primeira vez que Netão irá assumir o time profissional azulino de maneira definitiva, já que dirigiu interinamente o Leão em duas oportunidades, sendo uma delas logo na estreia da Terceirona, no lugar de Givanildo Oliveira, que não havia sido regularizado.

O profissional já treinou todas as categorias de futebol do Remo, contudo, devido à situação delicada do time, alguns torcedores se mostraram contrariados com o nome do profissional. Por outro lado, a grande maioria aprovou o nome de Netão, que conhece bem o plantel. 

No Remo há quase 20 anos, Netão já disse que assumir o time seria questão de tempo, já que esse era um dos seus objetivos como profissional. “Eu me preparei para isso. Estudei, fiz o caminho certo, pelo salão, depois no gramado”, garantiu João Nasser.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)



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