HORA MARCADA

Diretoria bicolor decretou a data para anunciar dispensas e chegadas

POSTADO EM: Terça-Feira, 17/04/2018, 07:56:37
ATUALIZADO EM: 17/04/2018, 07:56:37

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Jorge Luiz/Paysandu

Em meio à empolgação pela boa estreia do time na Série B do Brasileiro, com a vitória, fora de casa, diante da Ponte Preta-SP, o Paysandu deve anunciar, amanhã, em uma entrevista coletiva, na Curuzu, a relação das primeiras contratações do clube para o restante da temporada. Junto com a lista dos novatos, o Papão também deve divulgar o rol dos atletas que não continuarão na Curuzu. Os nomes dos jogadores, assim como a quantidade deles, tanto num caso como no outro, são guardados em sigilo pela diretoria bicolor, que tenta evitar que alguma coisa vaze antes do tempo.

O cuidado tomado pela direção tem despertado uma onda de especulação em torno dos nomes dos atletas que já teriam sido contratados pelo clube. Entre eles, estariam os meias Claudinho, Thomaz e Alan Mineiro, o primeiro ex-Ituano-SP e os demais ligados ao São Paulo-SP e ex-Fortaleza-CE, respectivamente. Fala-se também na chegada de zagueiros e atacantes e até mesmo de um goleiro. 

Tanto o técnico Dado Cavalcanti como o executivo do clube, André Mazzuco, têm reconhecido a necessidade de o elenco ganhar mais consistência, levando em consideração o nível técnico e a longevidade do Brasileiro.

DIVERGÊNCIAS

Quanto as liberações, um dos nomes especulados na lista é o do meia Fábio Matos. O jogador foi desligado da delegação do clube que viajou, na semana passada, de Manaus para Campinas, após ter questionado Dado por não ter sido escalado para o jogo contra o Manaus-AM. A atitude do meia não foi “engolida” pelo treinador, que pediu à diretoria que providenciasse a passagem de volta do atleta a Belém. Para recompor o grupo com vistas ao jogo seguinte, contra a Macaca, Dado convocou o inglês Ryan Williams, que não chegou a estrear em Campinas. 

Junto com Matos estariam outros jogadores que deverão ter o mesmo destino do atacante Walter, que deixou o clube, se transferindo para o CSA-AL, no qual já se apresentou. Os atletas que serão liberados teriam passado por uma avaliação bastante criteriosa por parte do treinador. Os relacionados tiveram os seus desempenhos analisados nos treinamentos e, principalmente, nos jogos da equipe nas primeiras competições disputadas pelo clube nos primeiros meses do ano, no caso o Parazão, Copa do Brasil e Copa Verde, na qual o Papão fará a final contra o Atlético-SE.

Goleiro cita superação após perder Estadual 

Titular do gol do Paysandu desde o jogo de volta contra o Manaus-AM, que garantiu o Paysandu na final da Copa Verde, o paulista, nascido em Piracicaba, Renan Rocha, 31 anos, assegura que o fato de o time ter perdido o Estadual para o maior rival, o Remo, não mexeu com a autoestima do grupo bicolor. “A gente não perdeu a confiança. A entrega não passou”, diz. 

O arqueiro não faz diferença em termos de dificuldade entre as partidas pela semifinal da Copa Verde, na Arena da Amazônia, e a estreia na Série B do Brasileiro, nas quais o Papão saiu de campo como vencedor. “As duas foram muito difíceis. Acabamos ganhando com apenas um gol de diferença, mas o mais importante foi nos comportarmos bem lá atrás”, afirma Renan, que se mostra feliz por ter colaborado com a equipe nos 180 minutos de jogo. 

“Venho trabalhando desde o começo do ano, esperando a oportunidade, e acho que como tive a chance procurei ajudar o Paysandu”, salienta. Renan observa que vencer logo na estreia do Nacional e, ainda por cima, fora de Belém tem uma importância significativa para a equipe.

“Vitória fora de casa é sempre muito bom. Agora dentro de casa é fazer o dever. Fora de casa é buscar ao menos um ponto e neste primeiro jogo conseguimos três. Se a gente mantiver isso no campeonato todo, com certeza, vamos pensar sempre lá em cima na tabela do campeonato”, prevê. 

Assim como os demais companheiros, ele ressalta a importância da estratégia adotada pelo técnico Dado, que utilizou três zagueiros no jogo em Campinas. “Ele foi muito feliz na escalação do time e na parte tática”, elogia.

(Nildo Lima/Diário do Pará)



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