DA BASE

Gustavo comemora atuação no último Re-Pa e vislumbra nova oportunidade entre os titulares

POSTADO EM: Quarta-Feira, 14/03/2018, 08:02:59
ATUALIZADO EM: 14/03/2018, 08:02:59

Transformar o sonho em realidade não é uma tarefa fácil de conquistar. Na verdade, a missão está cada vez mais difícil de ser atingida, devido às dificuldades impostas no dia a dia de cada um. Contudo, a determinação o empenho são os principais fatores pela busca do objetivo. Gustavo Reis, lateral-direito do Clube do Remo, de apenas 18 anos, é prova disso.

 Oriundo das categorias de base da agremiação, hoje, o jogador integra o plantel profissional azulino. Embora tenha atuado em apenas três jogos na temporada, o jogador já despertou atenção, sobretudo por sua postura no clássico Re-Pa do último domingo, ao ter entrado no “fogo”, substituindo Levy, aos 13 minutos da etapa inicial. Para o ala, participar da partida, independentemente das circunstâncias, foi algo surreal. “Não tem como esquecer, é um sonho de criança. Fui torcedor de arquibancada. Meu pai se emocionou demais, minha mãe, minha família”, disse jogador.

Embora afoito no começo, aos poucos, o jogador foi se soltando em campo. Bem na marcação, dando trabalho ao experiente Walter, Gustavo ainda deu a assistência que gerou o gol de Felipe Marques, que garantiu a vitória do Remo. Mesmo com a pouca idade, o atleta demonstrou personalidade em um confronto em que o nervosismo pode imperar. 

Por isso, Givanildo Oliveira, satisfeito com o desempenho do garoto, em entrevista pós- jogo, o parabenizou. “Em nenhum momento com a lesão do Levy eu tive receio de colocá-lo. Eu podia improvisar, mas se eu acho que se você está no grupo tem que ir, tem que jogar na hora que acontecer, como foi nesse jogo. Eu sempre falo em grupo, quando eu assumo, que a mim não interessa se tem 34, 35, ou se tem 16, 17 anos. É o caso do Gustavo. E ele é um homem já, ele tem que aproveitar o que ele tem como um bom menino, um bom jogador, e tem tudo para subir mais ainda na carreira. Então foi bem no jogo, felizmente”, avaliou o comandante.

Sabendo da boa impressão que levou ao chefe, Gustavo diz que irá trabalhar redobrado pelo espaço, porém, com respeito aos companheiros de posição. “Tem que ter os pés no chão, independente de qualquer coisa. Estou começando agora, procurando o meu espaço. Agora é trabalhar mais que nunca. É correr atrás dos meus objetivos, tem que está sempre preparado pra dar o meu melhor, mas sempre torcendo pela melhora do Levy, um cara excepcional. Sou fã dele. Torço pela volta, mas sempre esperando pela minha oportunidade”, comentou.

Após oba-oba, grupo já mira próximo rival

Inegavelmente, a vitória azulina no clássico Re-Pa do último domingo, por 1 a 0, mexeu com os ânimos do grupo. Mais do que nunca o time se mantém confiante na busca pelo título do Estadual. No entanto, a segurança adquirida foi além do resultado positivo sobre o Paysandu. Isso porque, de acordo com os jogadores, o equilíbrio e a produtividade exibida em campo, são os principais elementos a serem levados em conta, jogo após jogo. Sendo assim, passado o período de comemoração, a equipe mira em mais uma vitória, dessa vez diante do Cametá, para assegurar continuidade compactação para às fases finais do certame. 

“O sentimento é de dever cumprido. Mas não é somente pela vitória no clássico. O grupo pensa nos jogos. A vitória já é passado e miramos sempre no próximo. É continuar com essa vontade e brigar todos os jogos, cara. E vai ser assim até o final”, disse o volante Fernandes, pós-clássico.

Fernandes, que é uma das peças de confiança da comissão técnica para o setor central azulino, ainda completou o argumento em cima das projeções futuras. “O importante é sempre manter o ritmo e vencer. Sem a vitória as coisas são diferentes. Por isso sempre pensar no próximo jogo como meta”, destacou.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)



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