CLÁSSICO

Ídolos de Remo e Paysandu lembram os seus jogos marcantes

POSTADO EM: Domingo, 11/03/2018, 11:03:18
ATUALIZADO EM: 11/03/2018, 11:03:18

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Mário Quadros/Arquivo

Faro de gol, presença de área, oportunismo e pontaria. Essas são as principais características que todo centroavante precisa ter para decidir qualquer partida de futebol. Atualmente, porém, um jogador com tais virtudes está cada vez mais escasso no mercado. Quando o confronto em questão é clássico, onde os sentimentos estão à flor da pele, a tendência é que a estrela do profissional fique ainda mais inibida. Por outro lado, o que não faltam são pretendentes a salvador da pátria, como os postulantes de Remo e Paysandu para o clássico de hoje, válido pela nona rodada do Parazão. 

Apesar das dificuldades, alguns jogadores que fizeram história no Choque-Rei da Amazônia repassam um pouco da sua experiência para os atuais atletas das duas potências do Estado.

Ídolo do Papão, o ex-atacante Robson do Nascimento, conhecido pelos bicolores como Robgol, apontou a movimentação do atacante como peça-chave para os gols. “O atacante tem que se mexer. Se ficar parado é presa fácil para os zagueiros. Atenção também é importante, porque as melhores jogadas são em cima do lance, sem a bola ser trabalhada. É rodear até incomodar a defesa”, auxiliou o jogador. 

Artilheiro por onde passou, Robgol não perdoou o Leão quando jogador. Na memória, o ex-atacante destacou a sua estreia no clássico como um dos melhores momentos pela equipe alviazul. “Tive a felicidade de ter sido vitorioso pelo Paysandu, um time que me marca até hoje. Como jogador, fiz dois gols na minha estreia em Re-Pa. A sensação é muito boa porque é um jogo para poucos. É um dos momentos que guardo da minha passagem pelo time”, lembrou Robgol, sobre o Re-Pa de 2003.

Embora o ofício de matador seja uma tarefa específica do atacante, alguns jogadores demonstram que para balançar as redes é preciso também maestria. Prova disso é o ex-meio-campista azulino Giancarlo Dantas, ou Príncipe Gian, como o Fenômeno Azul o intitulou. De acordo com Gian, aliado à visão, é preciso também o toque de qualidade para o arremate. “O jogador pode aparecer na área sozinho que mesmo assim perde gol. Em clássico isso é comum pelo nervosismo. Mas quem sabe como chutar a bola é diferente. Pode aparecer a oportunidade que for que o jogador vai fazer. A calma e jeito é o que fazem os gols aparecerem”, disse o ex-jogador, em dica para os atuais representantes de Remo e Paysandu.

Gian ainda relembrou um de seus gols que ajudou o Leão a despachar o rival e, de quebra, garantir o título invicto do Estadual. “Gol em clássico é diferente dos demais. Marca o profissional. Fiz um na vitória do título 100%. É uma sensação muito boa comemorar com a torcida”, destacou Gian, autor do gol que abriu o placar da vitória de 2 a 0 do Remo, na decisão de 2004.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)



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