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Quem vai levar a melhor: Remo ou Paysandu?

POSTADO EM: Domingo, 11/03/2018, 10:31:21
ATUALIZADO EM: 11/03/2018, 10:48:28

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Irene Almeida e Jorge Luiz/PSC

As duas vitórias seguidas do Clube do Remo no Parazão, bem como o equilíbrio tático em campo, segundo o próprio grupo, foi fruto do trabalho duro nos treinamentos. Depois de quatro jogos sem vencer, o time demonstrou que pode brigar por títulos na temporada, devido a postura centrada e agressiva apresentada, definida pelos jogadores como principal tática para o clássico Re-Pa de hoje, no Mangueirão, em Belém. 

Diferentemente de Ney da Matta, Givanildo Oliveira, atual treinador azulino, não fez mistério quanto ao time que entrará em campo. Mantendo o trio de ataque composto por Elielton, Felipe Marques e Isac, a única dúvida que o comandante teve foi no encaixe na meia-cancha, já que o plantel sofreu com inúmeras baixas por lesão. Apesar da continuidade na formação, o treinador foi questionado sobre o principal esquema que Leão irá executar ao longo do confronto. Direto, Giva disse que “o objetivo é vencer. Seja da forma que for”.

Dessa maneira, raça e entrega deverão ser as duas palavras de ordem para os remistas. Cientes de que irão enfrentar um adversário competente do outro lado, os atletas destacam a técnica como forma de desequilíbrio. Todavia, a persistência é outra estratégia importante. “O nosso time é forte. Vamos enfrentar um rival à altura. O jogo vai ser aberto para os dois lados. Vai ganhar o jogo quem errar menos. Estamos treinados, com uma boa estratégia, mas é aquilo, se não for na técnica, vai na raça. Estamos preparados para suar sangue e, se Deus quiser, vamos sair vitoriosos”, estimou o capitão Isac.

Encarregado em dar cobertura ao goleiro Vinícius, o zagueiro Mimica também apontou a raça como via para o triunfo. “É o nosso trabalho. Trabalhamos todos os dias para encaixar e jogar bem. Se não der para jogar bem, é raça, é porrada. Trabalhamos para vencer e é esse o objetivo do rival também”, destacou.

Sem mistério

Reza a máxima no futebol de que em time que está ganhando não se mexe. O técnico Dado Cavalcanti, pelo que se imagina, até gostaria de seguir o dito popular do futebol. Mas, ele dificilmente terá o volante Willyam no Re-Pa de hoje. Até o fechamento desta edição, na última sexta-feira, o meio-campista tinha remotas chances de enfrentar o maior rival bicolor. Lesionado na coxa direita, Willyam deve dar lugar a Cáceres no setor de armação do Papão. Outro desfalque é o lateral-esquerdo Mateus Muller, que cumpre suspensão, com Victor Lindenberg sendo o mais cotado para ocupar o posto. 

Mas, se não dispõe do garoto vindo da base do clube e de seu ala esquerdo principal, Dado pode contar com os demais jogadores que praticamente colocaram o time na terceira fase da Copa Verde. Entre eles o atacante Cassiano, uma das principais peças da equipe. O jogador é o principal goleador do Papão na temporada, com 5 gols. Mesmo quando não consegue balançar a rede dos adversários, ele acaba sendo de grande utilidade à equipe, com assistências. Isso tem feito com que o empenho do atacante seja reconhecido pela fiel.

“Agradeço muito o carinho do torcedor. Eles confiam em mim e estou procurando corresponder”, disse Cassiano, após a partida contra o Santos-AP. O atacante deve formar a trinca de frente do Papão ao lado de Mike e Moisés. Dado, tudo indica, deve manter, diante do maior rival o mesmo dispositivo tático apresentado na partida passada, ou seja, o 4-3-3. Ainda sem Pedro Carmona, se recuperando de lesão, Fábio Matos será o único meia do time, encarregado de articular as jogadas e liberado para atacar quando surgirem chances de gol.

(Matheus Miranda e Nildo Lima/Diário do Pará)



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