CLAYTON MATOS

Leia a coluna Bola pro Matos: Ganso e a hora de se reinventar

POSTADO EM: Domingo, 11/02/2018, 12:44:51
ATUALIZADO EM: 11/02/2018, 12:44:51

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Divulgação

Revelado pelo Santos em 2009, Paulo Henrique Ganso é responsável por uma das maiores decepções recentes do futebol brasileiro. Para quem não lembra, em 2010 o País todo pedia a convocação do meia paraense para a seleção brasileira que iria disputar a Copa da África do Sul. A ponto até mesmo de superar o então apenas talentoso Neymar. Mal comparando, seria como Diego e Robinho quando estouraram no Santos em 2002. Diego era a grande aposta para estourar na seleção e em algum grande europeu.

O tempo provou o contrário e Robinho foi quem brilhou mais na seleção e teve boas oportunidades em clubes de ponta do Velho Continente. Hoje, Ganso e Neymar vivem situações bem opostas. Neymar é top 3 entre os boleiros do planeta, cidadão do mundo, midiático o extremo, e PH Ganso não conseguiu se firmar no Sevilla, a quarta ou quinta força da Espanha. Agora, procura novo clube e é bem capaz que volte ao Brasil, onde certamente terá mais espaço para voltar a bombar.

Considerando o nível pobre do nosso futebol, não é difícil e falhar na aposta. Ganso tem 28 anos e um retorno à Europa está quase fora de cogitação se de fato retornar ao Brasil. Demoraria no mínimo dois anos para atrair a atenção de algum clube de fora, mas atuando em grande nível. Mas se confiar plenamente no taco, ainda pode tentar outro mercado fora do País, uma última tentativa antes de voltar para casa. Portugal, Turquia talvez, e precisaria jogar muito. Ganso é uma decepção até aqui por conta de tudo o que ele jogou no Peixe entre 2009 e 2011.

Porém, as contusões e as cirurgias nos dois joelhos acabaram afetando seu rendimento. Ainda teve um sopro daquele velho meia do Peixe em 2014, já no São Paulo, o suficiente para conseguir conquistar os dirigentes do Sevilla. As constantes mudanças na comissão técnica do time espanhol também colaboraram para o esquecimento de Ganso, embora tivesse vivido nos últimos meses sua melhor fase na Europa. Talvez esse é o momento de centrar ficha nesse esboço de boa fase e continuar sonhando.

Dificilmente voltará a ser o que era, mas talvez seja hora de se reinventar, ser mais participativo no jogo, não apenas ser o cara da criação. O futebol de hoje necessita de jogadores combatentes, sobretudo quando você é um forasteiro. Precisa provar a cada dia do que é capaz, ser versátil, senão será tragado sem dó nem piedade. Nesse ponto, o futebol é cruel.



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